Petrobras avalia explorar gás natural na Venezuela, afirma diretora
Estatal reconhece potencial no país vizinho, mas diz que cenário atual não é adequado para avançar com projetos
247 -A Petrobras avalia a possibilidade de atuar na exploração de gás natural na Venezuela, mas considera que o cenário atual ainda não é favorável para avançar nesse tipo de projeto. A posição foi apresentada nesta terça-feira (27) por Angélica Laureano, diretora de transição energética da estatal, durante conversa com jornalistas.
Segundo a executiva, a companhia reconhece o potencial existente no país vizinho, mas entende que é necessário aguardar uma maior estabilização do ambiente econômico e de mercado antes de qualquer decisão concreta. “Acho que ainda precisa de uma evolução do mercado, verificar as consequências de tudo que aconteceu, então acho que não é o momento”, afirmou Laureano.
A declaração ocorre em um contexto de reavaliação estratégica da Petrobras sobre seus investimentos e prioridades, especialmente em projetos internacionais. A Venezuela possui uma das maiores reservas de hidrocarbonetos do mundo, incluindo gás natural, o que historicamente desperta interesse de empresas do setor energético. Ainda assim, a estatal brasileira adota uma postura de cautela diante dos acontecimentos recentes e das incertezas que envolvem o país.
No mesmo dia, a Petrobras anunciou uma redução de 7,8% nos preços do gás natural vendido às distribuidoras no Brasil. A medida passa a valer a partir de fevereiro e está prevista nos contratos firmados com as empresas do setor, que estabelecem revisões trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás.
Esses reajustes levam em conta as variações do preço internacional do petróleo tipo Brent e a taxa de câmbio entre o real e o dólar, podendo resultar tanto em aumentos quanto em reduções, conforme o comportamento desses indicadores.
Na segunda-feira (26), a companhia também havia comunicado a redução do preço da gasolina repassado às distribuidoras, com vigência a partir desta terça-feira (27), reforçando a política de ajustes alinhada às condições do mercado internacional e ao cenário econômico doméstico.
A Petrobras mantém, assim, uma estratégia que combina prudência em relação a investimentos externos com ajustes nos preços internos de combustíveis e gás natural, enquanto acompanha a evolução do cenário regional e global do setor de energia.


