Secretário dos EUA diz que governo Trump pode suspender imposto sobre gasolina
"Sim, este governo apoia todas as medidas que podem ser tomadas para reduzir o preço da gasolina nos postos de combustível", afirmou Chris Wright
247 - O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou neste domingo (10) que o governo do presidente Donald Trump pode considerar a suspensão do imposto federal sobre a gasolina. A medida busca conter a escalada dos preços dos combustíveis no país, intensificada em meio à instabilidade no Oriente Médio após as agressões promovidas por forças estadunidenses e de Israel contra o Irã. As informações são da CNN Brasil.
Questionado sobre a possibilidade de suspender o tributo federal para aliviar os custos aos consumidores, Wright afirmou que a administração estadunidense apoia "todas as medidas" capazes de reduzir o preço da gasolina nos postos. "Sim, este governo apoia todas as medidas que podem ser tomadas para reduzir o preço da gasolina nos postos de combustível e, consequentemente, os preços para os americanos", declarou.
O secretário também afirmou que o governo já avaliou o uso da reserva estratégica de petróleo, revisou regras da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) relacionadas às misturas de gasolina e solicitou às refinarias que reduzam paradas de manutenção para ampliar a oferta de combustível.
Estreito de Ormuz
Wright evitou prever quando os preços da gasolina poderão cair nos Estados Unidos com a aproximação do verão no hemisfério norte. Segundo ele, a situação depende da reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. "Não posso fazer previsões sobre isso. Posso dizer que, quando começarmos a ter livre fluxo de tráfego pelo Estreito de Ormuz, os preços da energia cairão", afirmou.
No mês passado, Wright declarou que os consumidores estadunidenses poderiam não ver a gasolina abaixo de US$ 3 por galão antes de 2027, mesmo com a eventual reabertura do Estreito de Ormuz. Um dia depois da declaração, Trump afirmou ao jornal The Hill, em entrevista por telefone, que considerava a avaliação do secretário "totalmente errada".



