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Paquistão faz apelos e diz que é necessário o 'fim definitivo da guerra'

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, citou os EUA e o Irã para fazer importantes alertas sobre o conflito no Oriente Médio

Shehbaz Sharif, indicado para primeiro-ministro do Paquistão (Foto: THAIER AL-SUDANI/REUTERS)

247 - O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, alertou nesta terça-feira (4) para a importância do cessar-fogo de duas semanas entre os Estados Unidos e o Irã. 

“Os esforços diplomáticos para uma solução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo. Para permitir que a diplomacia siga seu curso, solicito encarecidamente ao Presidente Trump que estenda o prazo por duas semanas”, afirmou.

Em novas ameaças ao Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia dito que “uma civilização inteira morrerá”. O país asiático respondeu, por meio do representante iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani. “O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, afirmou.

O primeiro-ministro do Paquistão também direcionou um apelo ao Irã para que permita a reabertura temporária do Estreito de Ormuz, considerado estratégico para o fluxo global de petróleo. A medida, segundo ele, serviria como sinal de boa vontade diante do cenário de negociação.

“O Paquistão, com toda sinceridade, solicita aos irmãos iranianos que abram o Estreito de Ormuz por um período correspondente de duas semanas, como gesto de boa vontade”.

Sharif reforçou a necessidade de um compromisso mais amplo entre os envolvidos no conflito. Ele defendeu a adoção de um cessar-fogo abrangente para reduzir o risco de escalada e favorecer o avanço das tratativas diplomáticas.

“Exortamos também todas as partes beligerantes a observarem um cessar-fogo em todos os lugares por duas semanas, para permitir que a diplomacia alcance o fim definitivo da guerra, no interesse da paz e da estabilidade a longo prazo na região”.

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