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Milhares de iranianos acompanham funeral de crianças mortas por Israel e Estados Unidos

Cerimônia em Minab reúne milhares após bombardeio que matou ao menos 168 estudantes e 14 professoras

Multidão reunida em Minab, Irã (Foto: Reprodução/CNN)

247 - Milhares de pessoas participaram nesta semana de um funeral coletivo na cidade de Minab, no sul do Irã, em homenagem às ao menos 168 crianças e 14 professoras mortas em um ataque dos Estados Unidos e de Israel contra uma escola primária feminina no sábado (28).

O bombardeio atingiu uma escola frequentada por meninas, algumas com apenas 7 anos de idade. Imagens divulgadas mostram uma multidão reunida em torno de pequenos caixões cobertos com a bandeira iraniana, enquanto orações eram entoadas em memória das vítimas.

Familiares e moradores carregavam fotografias das crianças mortas, em cenas que evidenciam o impacto humano do episódio em meio à escalada do conflito. Embora ainda haja poucos detalhes individuais sobre as vítimas, o Crescente Vermelho do Irã informou que pelo menos 780 pessoas morreram em 153 localidades do país desde o início dos ataques recentes.

ONU cobra investigação sobre ataque à escola

Nesta terça-feira (3), o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu uma apuração rigorosa do caso. Ele defendeu uma investigação “rápida, imparcial e completa” sobre o bombardeio e alertou que “ataques indiscriminados” configuram “graves violações” do direito internacional humanitário.

A declaração ocorreu após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, responsabilizar publicamente os Estados Unidos e Israel pelas mortes. Em publicação na rede social X, acompanhada por uma imagem de covas recém-abertas, o chanceler afirmou: “Estas são covas sendo abertas para mais de 160 meninas inocentes que foram mortas no bombardeio americano-israelense de uma escola primária. Seus corpos foram dilacerados”.

EUA negam ter mirado escola deliberadamente

Em resposta às acusações, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mark Rubio, declarou a jornalistas na segunda-feira (2) que o país “não miraria deliberadamente uma escola”. Ele acrescentou: “O Departamento de Guerra investigaria isso se fosse um ataque nosso, e eu encaminharia sua pergunta a eles”.

Enquanto isso, Israel intensificou os bombardeios em território iraniano. Imagens divulgadas nesta terça-feira mostram áreas residenciais em Teerã reduzidas a escombros, ampliando o cenário de destruição e aumentando a tensão internacional em torno do conflito.

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