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Israel amplia ofensiva militar na Cisjordânia ocupada

Israel amplia ofensiva militar na Cisjordânia ocupada com incursões, confrontos e prisões em várias cidades

Israel ataca localidades da Cisjordânia (Foto: WAFA)
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247 - Israel ampliou sua ofensiva militar na Cisjordânia ocupada com incursões, confrontos e prisões em várias cidades e vilas palestinas entre a noite de terça-feira, 9 de junho, e a madrugada de quarta-feira, 10 de junho, segundo informações da teleSUR.

As ações das forças de ocupação israelenses, de acordo com a teleSUR, ocorreram em meio a um grande destacamento de veículos militares e tropas de infantaria, em um contexto de apelos palestinos pela intensificação de atos de resistência no território ocupado.

A operação atingiu diferentes pontos da Cisjordânia e provocou forte reação da população local. Em várias áreas, moradores resistiram às incursões, e confrontos violentos foram registrados, especialmente entre jovens palestinos e tropas israelenses. As ações também resultaram em numerosas detenções.

Incursões atingem Ramallah e campo de refugiados

Na província de Ramallah, confrontos foram relatados no campo de refugiados de Jalazone, localizado ao norte da cidade. Segundo o relato, as forças israelenses entraram no local e usaram munição real contra moradores.

Também houve batidas na aldeia de Deir Jarir, a leste de Ramallah. Durante a ação, o cidadão palestino Muhammad Ismail Abu Makhkho foi preso, somando-se à lista de detidos nas operações realizadas ao longo do dia.

Belém registra prisões e bloqueio de acesso

Na região de Belém, tropas israelenses prenderam dez moradores da vila de Husan após invadirem suas casas. As ações ocorreram em paralelo à manutenção de medidas restritivas contra a população local.

Entre essas medidas está o fechamento permanente, pelo terceiro dia consecutivo, da entrada da vila de Al-Manshiyya, ao sul de Belém. A restrição limita a circulação dos moradores e dificulta o acesso à localidade.

Operações se espalham por Nablus

As incursões também se estenderam à província de Nablus. Na vila de Beit Iba, militares detiveram a mãe do jovem Rafat Sama'neh, em uma tentativa de pressioná-lo a se entregar.

Na cidade de Burqa, Muhammad Ghaleb Sama'neh também foi preso. As ações ocorreram simultaneamente a incursões em Sebastia e Qusin, a oeste de Nablus.

Na vila de Rujeib, a leste da cidade, as buscas em residências continuaram. Já em Ijnsina, uma casa foi invadida sob suspeita de uso como posto militar pelo segundo dia consecutivo.

Jenin e outras regiões também foram alvo

Em Jenin, tropas israelenses invadiram a cidade de Arraba, ao sul, realizando buscas e prisões. As forças também entraram na vila de Bir al-Basha e enviaram uma patrulha a pé em direção a Anin, a oeste.

Outras áreas da Cisjordânia ocupada também foram atingidas pelos destacamentos militares. Em Tubas, no norte do território, houve mobilização de forças israelenses. Em Azzun, a leste de Qalqilya, militares se posicionaram em ruas e bairros.

As forças israelenses também invadiram Kafr Jamal, a oeste de Tulkarem, e confiscaram vários veículos em Dura, cidade localizada ao sul de Hebron. As medidas ampliaram o alcance do controle militar e das restrições impostas à população palestina.

Escalada ocorre após outubro de 2023

A nova rodada de incursões ocorre no contexto da escalada de violência iniciada após 7 de outubro de 2023, quando as Brigadas Al-Qassam, braço militar do Hamas, anunciaram o começo da Operação Inundação de Al-Aqsa.

Desde então, a Cisjordânia ocupada tem registrado sucessivas operações militares, prisões, bloqueios e confrontos, em um cenário de agravamento das tensões e de intensificação das medidas israelenses de controle sobre cidades, vilas e campos de refugiados palestinos.

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