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Irã reafirma que não busca armas nucleares

Autoridades iranianas rejeitam acusações de intenção nuclear bélica e confirmam terceira rodada de diálogos com os Estados Unidos em Genebra

O Irã e os EUA estão realizando diálogo sobre o acordo nuclear com a mediação do Sultanato de Omã (Foto: Reuters)

247 - Em pronunciamento nesta quarta-feira (25), em Teerã, autoridades do Irã reforçaram que seu programa nuclear não tem objetivos militares, segundo informações da Prensa Latina. A declaração foi feita logo após o presidente dos EUA, Donald Trump, fazer duras acusações ao Irã durante seu discurso sobre o Estado da União ao Congresso, alimentando tensões diplomáticas e militares em meio a um debate global sobre não proliferação nuclear.

Segundo a Prensa Latina, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã “reiterou diversas vezes” que seu programa atômico “não tem fins militares”. Apesar dessa postura, ressaltou que o Irã enfrenta o que descreveu como “posições errôneas de seus adversários” e persistentes ameaças. Ghalibaf anunciou que a terceira rodada de negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos está confirmada para esta quinta-feira (26), em Genebra, na Suíça, visando avançar nas discussões sobre o futuro do acordo nuclear.

O representante iraniano também advertiu contra possíveis ataques americanos, alertando sobre o uso de “informações falsas e enganosas” como justificativa para ações militares e prometeu que o Irã responderia de forma “firme” caso fosse alvo de agressões.

As declarações iranianas ocorrem no contexto do discurso de Donald Trump, no qual o presidente dos Estados Unidos acusou o Irã de desenvolver mísseis capazes de ameaçar a Europa e bases militares norte-americanas, além de afirmar que Teerã estava trabalhando na produção de projéteis com potencial para atingir o território dos EUA.

Nas últimas semanas, tanto os EUA quanto seu aliado Israel reforçaram a presença militar no Oriente Médio, justificando a movimentação como parte dos esforços para conter os programas nucleares e de mísseis iranianos, assim como a influência regional de Teerã.

Do lado iraniano, o governo tem insistido que tais acusações servem de pretexto para interferir em seus assuntos internos e pressionar por mudanças de regime, além de reiterar a necessidade de suspensão das sanções econômicas ocidentais em troca de compromissos e limitações em seu programa nuclear.

A terceira rodada de negociações em Genebra será observada de perto por governos e analistas internacionais, dado o elevado nível de tensão e a urgência de uma solução diplomática que evite uma escalada militar na região.

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