HOME > Mundo

Irã adverte Trump e diz que tropas estão em "alerta máximo de combate"

Após negociações fracassadas no fim de semana, conflito volta a escalar

Membros do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã (Foto: IRGC/WANA (West Asia News Agency)/Divulgação via Reuters)

247 - O Irã anunciou que suas forças armadas estão em “alerta máximo de combate” e afirmou estar preparado para enfrentar qualquer cenário, em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos. A declaração foi feita por autoridades militares iranianas, que também alertaram que qualquer ataque contra o país será respondido de forma “dura e decisiva”, segundo informações divulgadas pela televisão estatal iraniana.

De acordo com o general de brigada Majid Ibn Reza, que atua como ministro interino da Defesa, o país elevou o nível de prontidão de suas tropas diante do agravamento do cenário internacional. Ele afirmou que o Irã está preparado para “qualquer cenário” e reforçou o alerta de que qualquer agressão será respondida com firmeza.

A tensão aumentou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que a Marinha norte-americana faz um bloqueio aos portos iranianos. Segundo ele, a medida inclui a interceptação de embarcações que tenham pago taxas a Teerã, após o fracasso das negociações de paz entre os dois países no fim de semana.

Paralelamente, o Ministério da Defesa do Irã afirmou possuir estoques militares significativos. Em declarações divulgadas pelo Young Journalists Club, veículo associado à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o porta-voz da pasta, Sardar Talaei-Nik, destacou que as “reservas estratégicas” das forças armadas, incluindo mísseis e drones, foram devidamente abastecidas antes de qualquer possível conflito.

Segundo ele, esses recursos foram “suficientemente e adequadamente fornecidos antes da guerra”, indicando que o país se preparou antecipadamente para um eventual confronto. A combinação de prontidão militar elevada e garantias sobre a capacidade logística reforça o cenário de crescente tensão entre Teerã e Washington, com impactos diretos na estabilidade regional.

Artigos Relacionados