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Caso Epstein: parlamentar acusa Justiça dos EUA de ocultar documentos sobre denúncia de abuso sexual contra Trump

O democrata Robert Garcia afirma que mais de 50 páginas sobre acusação envolvendo menor de idade foram retidas

Robert Garcia (democrata da Califórnia) fala durante coletiva de imprensa pedindo a divulgação dos arquivos de Epstein, no Capitólio, em Washington, D.C., Estados Unidos, em 18 de novembro de 2025 (Foto: REUTERS/Annabelle Gordon)

Reuters – Um importante parlamentar democrata no Congresso acusou nesta quarta-feira (25) o Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) de reter registros de entrevistas do FBI com uma mulher que acusou o presidente Donald Trump de tê-la abusado sexualmente quando ela era menor de idade.

O deputado Robert Garcia, principal democrata no Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, afirmou ter confirmado reportagens da imprensa de que o Departamento de Justiça reteve mais de 50 páginas de material relacionado às alegações da mulher no conjunto de mais de 3 milhões de documentos divulgados sobre o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Garcia disse que o material retido demonstra que o FBI levou as acusações a sério e entrevistou a mulher quatro vezes, mas divulgou apenas o primeiro depoimento, que não detalhava as acusações contra Trump.

"O fato de o DOJ estar suprimindo documentos que alegam que o presidente Trump cometeu abuso sexual contra uma vítima menor de idade apenas aumenta minhas preocupações genuínas sobre um acobertamento da Casa Branca", escreveu Garcia em carta ao departamento.

O Departamento de Justiça informou que está revisando se algum dos documentos remanescentes relacionados a Epstein foi retido de forma inadequada e declarou que eles serão publicados, se apropriado.

O DOJ alertou que parte do material já divulgado inclui acusações infundadas e alegações sensacionalistas contra Trump.

O departamento também afirmou que reteve documentos que poderiam comprometer a identidade das vítimas de Epstein ou prejudicar investigações em andamento.

Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça incluem fotos de Trump com várias mulheres, cujos rostos estão borrados, além de um bilhete sugestivo endereçado a Epstein, emoldurado pelo contorno de uma mulher nua, que aparenta conter a assinatura de Trump.

Provas e depoimentos apresentados no julgamento de 2021 da associada de Epstein, Ghislaine Maxwell, indicam que Trump viajou diversas vezes no avião de Epstein. Em um e-mail, Epstein escreveu que Trump "sabia sobre as garotas", embora não esteja claro o que ele quis dizer.

A porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, afirmou que Trump foi "totalmente inocentado de qualquer coisa relacionada a Epstein".

Trump manteve intensa convivência social com Epstein nas décadas de 1990 e 2000, mas negou ter conhecimento dos crimes cometidos por ele e afirma que rompeu relações antes da condenação do financista, em 2008, por aliciamento de menor para prostituição. Trump nega ter voado no avião de Epstein e declarou que o bilhete sugestivo foi falsificado.

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