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Casa Branca ironiza discurso de Bad Bunny contra a violência do ICE nos EUA

Porta-voz do governo Trump critica fala do cantor no Grammy e diz que celebridades "demonizam" agentes de imigração

Bad Bunny recebe o prêmio de Álbum do Ano por “Debi Tirar Mas Fotos” durante a 68ª edição anual do Grammy Awards em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 1º de fevereiro de 2026 (Foto: REUTERS/Daniel Cole)

247 - A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, ironizou nesta terça-feira (3) o discurso do cantor porto-riquenho Bad Bunny contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), feito durante a cerimônia do Grammy. A declaração foi dada em entrevista coletiva, após questionamento sobre a manifestação política do artista no palco da premiação. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Segundo Leavitt, a fala de Bad Bunny foi contraditória e descolada da realidade. "Eu acho que é irônico e, francamente, triste ver celebridades que vivem em condomínios fechados, com segurança privada, milhões de dólares para gastar para os proteger tentando demonizar os servidores públicos da área de aplicação da lei", afirmou.

Bad Bunny criticou atuação do ICE

O posicionamento ocorre após o cantor utilizar o espaço de agradecimento no Grammy para criticar publicamente o ICE, órgão que tem sido alvo de críticas pela truculência e abuso contra imigrantes e cidadãos estadunidenses. Bad Bunny subiu ao palco para receber o prêmio de melhor álbum de música urbana e, posteriormente, foi consagrado com o principal troféu da noite, o de álbum do ano.

Antes de agradecer pelo prêmio, o artista declarou: "Antes de dizer obrigado, eu quero agradecer a Deus e quero dizer fora ICE". Em seguida, ampliou o tom político do discurso. "Não somos selvagens, animais ou alienígenas. Somos seres humanos e somos americanos. O ódio acaba se tornando mais poderoso quando você se prende a ele. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor. Precisamos ser diferentes. Se lutarmos, precisamos lutar com amor."

Trump ataca cerimônia e ameaça apresentador

As manifestações no Grammy também provocaram reações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já havia atacado a cerimônia antes das declarações de Karoline Leavitt. O presidente criticou o evento e ameaçou processar o apresentador da premiação, Trevor Noah.

A insatisfação de Trump foi motivada por uma fala de Noah durante a cerimônia de domingo (1º), sobre alegações do envolvimento do presidente com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Em publicação na rede Truth Social, Trump escreveu: "O Grammy Awards é o pior, praticamente impossível de assistir!".

Na mesma postagem, o presidente negou a afirmação do apresentador. "Noah disse, incorretamente sobre mim, que Donald Trump e Bill Clinton passaram tempo na Ilha de Epstein. Errado!!! Não posso falar por Bill, mas nunca estive na Ilha de Epstein, nem perto dela", declarou.

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