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Juca Kfouri critica os “brasileiros endinheirados cafajestes” que torcem por João Fonseca

Jornalista condena comportamento da torcida brasileira durante eliminação de João Fonseca para o sérvio Hamad Medjedovic no Masters 1000 de Roma

Juca Kfouri critica os “brasileiros endinheirados cafajestes” que torcem por João Fonseca (Foto: Reuters)

247 – O jornalista Juca Kfouri criticou duramente o comportamento de parte da torcida brasileira que acompanhou a derrota de João Fonseca para o sérvio Hamad Medjedovic no Masters 1000 de Roma. Em coluna publicada no UOL, Kfouri classificou como “vergonhosa” a atitude dos brasileiros nas arquibancadas durante a partida disputada neste sábado, na capital italiana. Aos gritos, os brasileiros tentavam desconcentrar o sérvio, que venceu e mandou a torcida brasileira dormir após a vitória:

João Fonseca estreou diretamente na segunda rodada do torneio, mas acabou eliminado de virada por Medjedovic, atual número 67 do ranking da ATP. O brasileiro venceu o primeiro set por 6/3, mas sofreu a reação do sérvio, que fechou os dois sets seguintes em 6/3 e 7/6 (1), garantindo vaga na terceira rodada do Masters 1000.

Durante o confronto, a torcida brasileira protagonizou provocações constantes ao tenista sérvio, criando um ambiente de forte pressão na Supertennis Arena. Após confirmar a vitória, Medjedovic reagiu às arquibancadas fazendo um gesto de “dormir”, em clara resposta às provocações recebidas ao longo da partida.

Na avaliação de Juca Kfouri, a postura dos torcedores ultrapassou os limites do apoio esportivo.

“Foi vergonhoso”, escreveu o jornalista.

Ele prosseguiu afirmando que o comportamento visto em Roma foi “dessas coisas de sair da quadra falando japonês para não ser confundido com quem nasceu no Brasil”.

Kfouri também direcionou críticas ao perfil social dos torcedores envolvidos nas provocações ao sérvio. Segundo ele, tratava-se de “um bando endinheirado de cafajestes” que deu “um show de falta de educação para mostrar o que o andar de cima é capaz de fazer”.

O colunista ainda responsabilizou a organização do torneio pela falta de controle sobre o ambiente da partida. Para ele, os organizadores deveriam ter retirado os torcedores que desrespeitaram os atletas e o público presente.

“A organização do torneio também errou, é verdade. Errou ao não botar para fora todos aqueles que desrespeitaram o tênis, os jogadores e todas as pessoas que pagaram para ver a disputa”, escreveu.

Apesar da eliminação precoce, João Fonseca segue consolidado como um dos principais nomes da nova geração do tênis mundial. Atual número 29 do ranking, o brasileiro vive a melhor temporada da carreira e chegou às quartas de final do Masters 1000 de Monte Carlo, quando foi derrotado pelo alemão Alexander Zverev, número 3 do mundo.

Em Roma, Fonseca começou bem a partida e conseguiu controlar as ações no primeiro set. O brasileiro conquistou uma quebra importante após subir à rede e fechar o ponto com um voleio, levando Medjedovic ao descontrole. Irritado, o sérvio chegou a quebrar a própria raquete no saibro italiano.

No entanto, a partida mudou de cenário no segundo set. O sérvio aproveitou oscilações do brasileiro, incluindo uma dupla falta em momento decisivo, empatou o jogo e levou a definição para o terceiro set. Na parcial decisiva, os dois trocaram quebras de saque em meio à atmosfera incendiada pela torcida brasileira, até Medjedovic dominar completamente o tie-break e fechar o confronto por 7 a 1.

Após a vitória, o sérvio avançou à terceira rodada e enfrentará o argentino Mariano Navone, vice-campeão do Rio Open de 2024.

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