“Lula deve disputar em chapa puro-sangue com Haddad”, diz Altman
Jornalista afirma que a vice não é simbólica e defende vice do PT
247 - A definição da vice-presidência na eleição de 2026 deve ser tratada como um elemento estratégico e não como uma formalidade, segundo avaliação do jornalista Breno Altman. Para ele, a composição da chapa presidencial precisa considerar a continuidade política do PT e o papel efetivo do vice em um eventual quarto mandato de Lula.
As declarações foram feitas em entrevista ao programa Bom dia 247, da TV 247, na qual Altman afirmou que, dadas as circunstâncias, a vice-presidência “não é um cargo simbólico” e defendeu que o posto seja ocupado por um nome do próprio PT.
A vice-presidência como ponto central da eleição
Ao abordar o tema, Altman destacou inicialmente as condições pessoais do presidente. “O presidente Lula está com excelente saúde, com muito mais vigor do que pessoas 20 anos mais novas do que ele”, afirmou. Em seguida, situou a discussão no horizonte do próximo mandato: “Lula é um homem de 80 anos e, vencendo as eleições, terminará um eventual quarto governo com 85 anos.”
Nesse contexto, o jornalista argumentou que a vice-presidência ganha peso político real. “Por isso, a vice-presidência não pode ser tratada como algo decorativo. Não é um cargo simbólico”, disse.
A defesa de uma chapa “puro-sangue”
A partir dessa avaliação, Altman apresentou o que chamou de uma solução alternativa para a composição da chapa. “Eu advogaria uma solução heterodoxa para a vice-presidência”, declarou, explicando que, em sua visão, a escolha deveria garantir estabilidade política.
Ele foi direto ao defender a presença do PT também na vice. “Defendo uma chapa pura, com um vice-presidente que seja do PT”, afirmou. Segundo Altman, essa opção se justifica pela necessidade de continuidade do comando político do governo: “Com um presidente de 80 anos, é natural que, se algo acontecer, o governo continue sendo liderado pelo PT.”
O jornalista avaliou ainda que essa alternativa não provocaria rupturas entre aliados. “Tenho certeza de que uma formulação desse tipo seria aceita com naturalidade”, disse, acrescentando que o atual vice-presidente não se sentiria desprestigiado com uma mudança dessa natureza.
Haddad citado como exemplo de vice do PT
Ao exemplificar a proposta, Altman citou o nome do ministro da Fazenda. “Esse vice poderia ser, por exemplo, Fernando Haddad”, afirmou. Segundo ele, Haddad reúne características que dialogam com diferentes setores políticos. “É um nome com perfil mais moderado, que agrada também a setores liberais”, explicou.
Na avaliação de Altman, a lógica da chapa passa pelo protagonismo partidário. “Quem ganha a eleição é o PT. O presidente Lula é uma liderança do PT, então é natural que o vice-presidente, nessas circunstâncias, também seja do PT”, afirmou.
Ao concluir o raciocínio, o jornalista ressaltou que se trata de uma análise pessoal sobre o cenário eleitoral. “Isso é um palpite, uma leitura política”, disse.


