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Lula pediu estudo sobre juros do rotativo do cartão de crédito, diz Gleisi Hoffmann

Presidente pediu análise ao BC e à Fazenda diante da crescente preocupação com o endividamento das famílias

30-09-2025 - Brasília (DF) - A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: SRI via Flickr)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou a realização de estudos sobre os juros do crédito rotativo do cartão, em resposta à crescente preocupação com o endividamento das famílias brasileiras. A medida envolve análises do Banco Central e do Ministério da Fazenda para avaliar possíveis ações que reduzam o custo do crédito.

Segundo o jornal O Globo, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta segunda-feira (30) que o presidente tem questionado os níveis elevados das taxas cobradas nessa modalidade e cobrado alternativas para enfrentar o problema.

Governo avalia alternativas para juros elevados

Gleisi relatou que Lula demonstrou inconformismo com o patamar dos juros do rotativo e comparou as taxas à Selic mensal.

“O presidente pediu para estudar. Ele disse assim: ‘Olha, como é que pode um juro que é uma Selic por mês em crédito rotativo?’ Isso não tem justificativa. Se o juro do cheque especial já está tabelado, por que você não pode ter referência ali (no rotativo). Então o presidente pediu ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda para ver que medidas podem ser tomadas”, disse a ministra.

Na semana anterior, Lula já havia solicitado ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, a formulação de propostas voltadas à redução do endividamento das famílias, em um cenário marcado por aumento das dívidas e percepção de insegurança econômica.

Endividamento preocupa e afeta consumo

Durante participação na inauguração de uma fábrica em Anápolis (GO), o presidente destacou que nem todo endividamento é prejudicial, mas alertou para o impacto das compras de baixo valor feitas de forma recorrente, especialmente pela internet.

“Aí a gente começa a ficar zangado: Pô, trabalhei o mês inteiro, peguei meu salário e não sobrou nada. Aí quem que você xinga? O governo. É lógico. Porque o mundo é assim. Sabe, primeiro é Deus, porque tudo que dá errado ou dá certo é culpa de Deus também. E no governo é só o que dá errado. Eu sei que a cabeça das pessoas funciona assim”, afirmou.

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