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Internalização de dólares pelo Tesouro leva a segundo maior fluxo cambial diário da história

Fluxo cambial na última semana de abril soma US$ 9,18 bilhões, com destaque para a entrada de US$ 7,35 bilhões no dia 23

Notas de reais e dólares (Foto: Reuters/Ricardo Moraes)

O Brasil registrou, na quinta-feira (23), o segundo maior fluxo cambial diário da sua história, com a entrada de US$ 7,354 bilhões, ficando atrás apenas do recorde de US$ 7,357 bilhões registrado em 11 de julho de 2011. De acordo com o Banco Central, entre os dias 20 e 24 de abril, o fluxo cambial líquido foi de US$ 9,184 bilhões, impulsionado pela entrada de US$ 7,684 bilhões pela conta financeira e US$ 1,499 bilhão pela conta comercial.

Um dos fatores que chamou atenção nesse movimento foi a possível internalização de capital por parte do Tesouro Nacional. Operadores de câmbio informaram que o Tesouro teria realizado uma operação de até US$ 5,9 bilhões, relacionados à emissão de bonds de 5 bilhões de euros, realizada uma semana antes. Esse grande ingresso de dólares ajudou a impulsionar o fluxo cambial de abril, que está positivo em US$ 5,984 bilhões, sendo US$ 3,696 bilhões da conta financeira e US$ 2,288 bilhões da conta comercial.

Com esse desempenho robusto, o saldo do fluxo cambial de 2026 já acumula US$ 10,090 bilhões, fruto da entrada de US$ 11,353 bilhões pela conta comercial e da saída de US$ 1,262 bilhão pela conta financeira. O fluxo cambial reflete uma dinâmica positiva no mercado de câmbio do Brasil, especialmente considerando a atuação do Tesouro Nacional e o cenário econômico atual.

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