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Governo avalia linha de crédito para trabalhadores informais, diz Dario Durigan

A medida deve ser anunciada entre o final de maio e o início de junho

Dario Durigan, Ministro da Fazenda (Foto: Washington Costa/MF)

247 - O governo federal estuda criar uma nova linha de crédito voltada a trabalhadores informais, que pode ser anunciada entre o fim de maio e o começo de junho, dentro de uma nova etapa do Desenrola 2.0. A possibilidade foi mencionada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro. A proposta mira brasileiros que não têm renda mensal fixa, mas precisam de alternativas para reorganizar o acesso ao crédito.

“A gente tem um primeiro momento agora do Desenrola para quem está inadimplente. Ela não tem crédito, não cartão de crédito, está com nome negativado. Mas estamos estudando uma segunda rodada para quem está adimplente e tem juros altos”, afirmou o ministro.

Segundo ele, o governo analisa com atenção a situação dos informais, grupo que não conta com salário recorrente nem histórico regular de recebimentos, como ocorre em uma relação formal de trabalho ou em uma empresa com fluxo constante de entrada de recursos.

“Uma pessoa informal, por exemplo, um olhar que a gente tem com muito cuidado. Ele não tem renda fixa por mês, não tem salário recorrente, uma loja com histórico de recorrência de recebimento. Tem de ganhar seu dia a dia de maneira pontual. Estamos estudando linha para informais para ser anunciada no fim de maio, começo de junho”, declarou.

O Desenrola 2.0, lançado nesta semana, é direcionado a brasileiros endividados com o sistema bancário e com renda mensal de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105. A iniciativa prevê novos empréstimos concedidos pelos bancos para renegociar dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026.

Pelas regras do programa, poderão ser incluídas dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos, relacionadas a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, também conhecido como CDC.

Entre as condições previstas para a renegociação estão descontos que variam de 30% a 90%, taxa de juros máxima de 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses. O programa também estabelece prazo de até 35 dias para o pagamento da primeira parcela.

O limite da nova dívida, após os descontos aplicados, será de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira. A proposta busca reduzir o endividamento das famílias e reorganizar o acesso ao crédito no país.

Outra medida prevista é a possibilidade de o trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ou até R$ 1 mil, prevalecendo o valor maior, para pagar parcial ou integralmente as dívidas renegociadas.

As instituições financeiras também estão ajustando seus sistemas para viabilizar a implementação do Desenrola 2.0. O acesso ao programa será feito pelos canais oficiais dos bancos, como aplicativos, sites e agências.

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