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Galípolo diz ter respaldo de Lula em crise do Banco Master

Presidente do Banco Central defende liquidação do banco diante de falta de caixa e vencimentos bilionários

Gabriel Galípolo e Lula (Foto: Reprodução)

247 - O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou ser grato por enfrentar o caso envolvendo o Banco Master sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e destacou a importância da autonomia institucional para a atuação do BC e da Polícia Federal. A declaração foi feita durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

As falas de Galípolo foram publicadas originalmente pela Folha de S.Paulo. No encontro, ele enfatizou a segurança para o trabalho das autoridades. “Agradeço a Deus por passar por isso sob o presidente Lula. Eu quero sublinhar a garantia da autonomia do BC e da Polícia Federal”, afirmou.

O presidente do BC disse que, embora a autonomia esteja prevista na Constituição, a tranquilidade para atuar sem interferências é decisiva. “Mas termos essa certeza, essa tranquilidade que vamos poder trabalhar com essa devida autonomia, sem que ninguém nos pergunte o que está sendo descoberto, o que não está sendo descoberto, e garantir essa proteção por parte do Presidente da República para que a gente possa desenvolver o nosso trabalho é bastante importante”, completou.

Galípolo também mencionou declaração feita por Lula em janeiro, em Maceió, quando o presidente disse que o pobre no Brasil é sacrificado “enquanto que um cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”. O chefe do BC ainda agradeceu o apoio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, além do trabalho do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e da Polícia Federal.

Ao defender a liquidação do banco controlado por Daniel Vorcaro, Galípolo detalhou a situação financeira da instituição. “Havia apenas R$ 4 milhões em caixa, já existia um processo administrativo sancionador em cima do banco desde o primeiro trimestre de 2025 porque ele estava mais de R$ 2,5 bilhões está atrás do compulsório, e, naquela semana, o banco tinha mais de R$ 120 milhões para pagar em CDBs”, disse.

Segundo o presidente do BC, o fato de o Banco Master ser classificado como S3 facilitou o processo de liquidação, diferentemente de instituições com maior peso sistêmico. Ele destacou ainda o trabalho do diretor Ailton de Aquino Santos e agradeceu o apoio de associações e entidades do setor financeiro. “É importante ressaltar, de novo, todo o apoio que temos tido das associações, das instituições, das federações, nesse processo em prol da transparência.”

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