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Brasil vê oportunidade de ampliar exportações de petróleo bruto para a China

Governo analisa oportunidades comerciais diante de mudanças no mercado energético internacional e possível redução da oferta venezuelana

Plataforma da Petrobras (Foto: REUTERS/PILAR OLIVARES)

247 - O governo brasileiro passou a analisar, nos bastidores, a possibilidade de ampliar as exportações de petróleo bruto para a China diante de alterações no cenário geopolítico envolvendo a Venezuela e os Estados Unidos. A avaliação ocorre em meio à perspectiva de mudanças no fluxo internacional do produto, o que pode abrir espaço para novos fornecedores no mercado asiático. As informações são da CNN Brasil.

Com a possibilidade de os Estados Unidos assumirem parte desse espaço no comércio venezuelano, integrantes do Itamaraty avaliam que o Brasil poderia compensar uma eventual redução das vendas da Venezuela à potência asiática.

A China já ocupa posição central nas exportações brasileiras de petróleo bruto, sendo hoje o maior comprador desse tipo de produto do Brasil. Trata-se do mesmo segmento energético que o país asiático importa da Venezuela, o que reforça a avaliação de que há margem para expansão da participação brasileira nesse mercado.

Os Estados Unidos, por sua vez, figuram como o segundo maior comprador de derivados de petróleo do Brasil, como diesel e querosene de aviação, ficando atrás apenas de Cingapura. No entanto, a participação norte-americana tem mostrado tendência de retração nos últimos trimestres, movimento que pode se intensificar caso aumente o comércio energético entre Washington e Caracas.

Nesse contexto, assessores do governo avaliam que o atual rearranjo internacional pode representar uma oportunidade estratégica para o Brasil diversificar seus mercados e ampliar as exportações. A leitura é semelhante à feita durante o período do chamado “tarifaço” imposto por Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, quando o país buscou alternativas comerciais para reduzir impactos externos.

Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também destacam o potencial do petróleo da região da Margem Equatorial. Embora ainda não haja uma data definida para o início da extração, a expectativa é de que essa produção futura possa fortalecer ainda mais a posição brasileira no mercado chinês, ampliando a relevância do país como fornecedor estratégico de energia.

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