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China propõe sediar reunião da ONU para Ásia-Pacífico em Xangai

Proposta chinesa para reunião da ONU na Ásia-Pacífico em Xangai reforça cooperação regional

Porta-voz chinês Guo Jiakun 7/1/2025 REUTERS/Florence Lo (Foto: Florence Lo)

247 - A China propôs sediar em Xangai uma importante reunião das Nações Unidas voltada à região da Ásia-Pacífico, com o objetivo de fortalecer a cooperação regional e ampliar iniciativas de desenvolvimento sustentável. A proposta está relacionada às comemorações dos 80 anos da Comissão Econômica e Social da ONU para a Ásia e o Pacífico (Escap), previstas para 2027, e busca consolidar a integração entre os países do bloco.

Segundo informações divulgadas pela agência Prensa Latina, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que uma delegação chinesa participou da 82ª sessão do Conselho de Segurança da ONU realizada em Bangkok, capital da Tailândia, onde apresentou as diretrizes do país para a região.

Durante o encontro, Pequim destacou a importância da defesa do multilateralismo, da promoção da cooperação aberta e do aproveitamento das oportunidades digitais como pilares para o desenvolvimento. Guo Jiakun ressaltou que essas diretrizes estão alinhadas com as iniciativas globais apresentadas pelo presidente Xi Jinping.

O porta-voz também informou que a China incentivou os países da região a aprofundarem a cooperação e avançarem na construção de uma comunidade integrada na Ásia-Pacífico. Nesse contexto, a proposta de sediar o encontro anual da Escap em Xangai foi apresentada como parte das celebrações do aniversário da organização.

Guo destacou que a escolha de Xangai tem valor simbólico, já que a cidade foi o local de fundação da Escap. Ele acrescentou que o país pretende aproveitar o evento para ampliar a cooperação mutuamente benéfica com os Estados-membros da entidade.

A Escap é a principal agência das Nações Unidas dedicada ao desenvolvimento econômico e social na Ásia e no Pacífico. Seu mandato inclui a promoção do crescimento inclusivo e sustentável em uma região que abriga mais de 60% da população mundial, sendo considerada estratégica para o equilíbrio econômico global.

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