Produtora de cinebiografia de Bolsonaro nega ter recebido dinheiro de Vorcaro
Go Up Entertainment contesta versão sobre financiamento de filme biográfico de Jair Bolsonaro e afirma que projeto usou recursos privados
247 - A produtora Go Up Entertainment, responsável por Dark Horse, cinebiografia sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), negou ter recebido recursos de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro ligado ao Banco Master. As informações são do Metrópoles.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (13), a empresa afirmou que, entre os investidores do longa-metragem, “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro”. A manifestação ocorreu após o The Intercept Brasil revelar conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro sobre pagamentos ligados à produção.
Segundo a reportagem do The Intercept Brasil, Flávio teria pedido ao ex-banqueiro a quitação de parcelas atrasadas do financiamento do filme. O contrato, de acordo com o site, previa R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos.
A Go Up Entertainment, no entanto, rejeitou qualquer vínculo financeiro com Vorcaro, com o Banco Master ou com empresas sob controle societário do ex-banqueiro. A nota foi reproduzida pelo influeciador Paulo Figueiredo no Instagram. À coluna do Metrópoles, ele afirmou ter recebido a manifestação de “fonte primária”.
“A GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário”, diz a nota.
A versão da produtora contrasta com a explicação apresentada por Flávio Bolsonaro. O senador admitiu ter conversado com Daniel Vorcaro, mas afirmou que a tratativa se referia à busca de “patrocínio privado para um filme privado” sobre a história de Jair Bolsonaro.
No comunicado, a Go Up também sustentou que Dark Horse foi estruturado sem uso de verbas públicas. Segundo a empresa, o projeto foi desenvolvido por meio de articulações e parcerias privadas no mercado audiovisual.
“A produtora reafirma que o projeto cinematográfico Dark Horse foi estruturado dentro de modelo privado de desenvolvimento audiovisual, por meio de articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos”, afirmou a empresa.



