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      Movimentos populares lançam carta e plebiscito por justiça tributária

      Mais cedo, MTST ocupou a sede do banco Itaú, em São Paulo

      MTST ocupa o Itaú (Foto: X/Guilherme Boulos)
      Leonardo Sobreira avatar
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      247 - O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo Sem Medo foram às ruas nesta quinta-feira (3), na região da avenida Faria Lima, considerado o coração financeiro da cidade de São Paulo, para exigir a taxação dos super-ricos. A informação foi divulgada pelo deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), nas redes sociais.

      A manifestação culminou na ocupação do térreo do Itaú BBA, que fica no número 3500 da avenida. A vereadora de Belo Horizonte-MG pelo Psol postou vídeos da manifestação nas redes sociais:

      Mais cedo, organizações sociais, movimentos populares, entidades estudantis e da sociedade civil lançaram uma carta defendendo, entre outros pontos, maior justiça tributária no país, com maior taxação dos super-ricos, fim dos supersalários no Judiciário e revisão das renúncias fiscais. Assinado por mais de 70 entidades, o documento defende a isenção do imposto de renda de quem ganha até R$ 5 mil por mês com a cobrança de mais impostos de quem ganham mensalmente mais de R$50 mil. Um plebiscito popular sobre o tema também foi lançado.

      Na avaliação das organizações, há uma ofensiva dos setores mais privilegiados da sociedade para obrigar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a fazer cortes no orçamento de áreas sociais e reformas que retiram recursos da área da saúde, educação e da previdência.

      “Querem obstruir medidas apresentadas pelo governo para tributar especuladores do mercado financeiro, que são privilegiados pelo nosso sistema de impostos que penaliza quem vive de salários e protege quem tem renda de mais de R$ 1 milhão por mês. Além disso, bloqueiam medidas para enfrentar os supersalários de juízes e desembargadores e a aposentadoria dos militares”, diz a carta.

      Assinado, entre outros, pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Movimento Negro Unificado (MNU), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) o texto também denuncia que o Congresso Nacional age como “guardião dos privilégios”, das elites econômicas e políticas.

      O documento aponta ações do parlamento para bloquear as tentativas de “construir um sistema tributário mais progressivo e de acabar com privilégios para distribuir melhor a riqueza e reduzir as desigualdades históricas que marcam o Brasil”.

      Na carta, as organizações populares, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a União Brasileira de Mulheres (BM), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Central dos Movimentos Populares (CMP), pedem que o Congresso Nacional aprove medidas como tributação dos super-ricos, de transações financeiras, fundos de especulação e das empresas exportadoras, aumentando a taxação sobre altas rendas, capital e lucros.

      A necessidade de revisão das renúncias fiscais dadas a diversos setores da economia é outro ponto apontado na carta. O documento afirma que as renúncias correspondem a 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

      Também é preciso, argumentam os movimentos signatários, restringir os gastos com emendas parlamentares, que estão na faixa de R$ 50 bilhões por ano. Além disso, é necessário defender recursos para a seguridade social, posicionam-se, rechaçando uma possível nova reforma da previdência e a desvinculação das aposentadorias do salário-mínimo. Outro ponto defendido é a manutenção dos pisos constitucionais da saúde e da educação.

      A preservação das áreas sociais e as políticas públicas para moradia, reforma agrária, direitos das mulheres, igualdade racial e direitos humanos e a proteção dos serviços públicos e o atendimento aos cidadãos também são apontadas como importantes. As entidades rejeitam propostas de reforma administrativa que prejudiquem a população.

      “É hora de pressionar o Congresso e exigir que o Orçamento Público sirva à maioria, não aos interesses de uma minoria privilegiada”, finaliza o documento.

      Plebiscito

      A proposta de escuta popular, batizada como “Plebiscito Popular Por um Brasil mais Justo”, vai perguntar a opinião da população sobre a isenção do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil, a taxação de quem ganha mais de R$ 50 mil por mês, e sobre o fim da escala 6×1. O plebiscito para ouvir a população vai até sete de setembro.

      Uma cartilha foi lançada detalhando os eixos principais da mobilização, dos temas que serão votados e orientações para a realização da votação.

      Assinam a carta

      • Frente Brasil Popular
      • Frente Povo Sem Medo
      • ADUFMS – Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
      • ADUFSJ – Associação dos Docentes da Universidade Federal de São João del-Rei
      • APUBH/UFMG – Sindicato dos Professores da Universidade Federal de Minas Gerais
      • Associação de Apoio aos Direitos Humanos do Alto Tietê
      • Associação Mulheres Evangélicas pela Igualdade de Gênero
      • Casa Laudelina de Campos Mello – Organização da Mulher Negra / Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras
      • Casa Marielle Franco Brasil
      • CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço
      • CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria
      • Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores/as da Região Metropolitana de Fortaleza
      • Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos
      • CMP – Central dos Movimentos Populares
      • CMP-MS – Central dos Movimentos Populares de Mato Grosso do Sul
      • CONAM – Confederação Nacional das Associações de Moradores
      • DCE-UNIMONTES – Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Montes Claros
      • DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
      • Diretório Acadêmico de Geografia da Universidade Federal de Alagoas
      • Evangélicos pela Justiça
      • FECOSUL- Federação dos Comerciários do Sul
      • FMPE – Fórum de Mulheres de Pernambuco
      • FMM – Fórum Maringaense de Mulheres
      • FNRU – Fórum Nacional de Reforma Urbana
      • Fórum Alagoano de Economia Solidária
      • Fórum da Amazônia Oriental
      • IBASE – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas
      • IJF – Instituto Justiça Fiscal
      • INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos
      • Instituto Alziras
      • Instituto Soma Brasil
      • Instituto Vidas Amazônicas – Gênero, Democracia e Justiça Socioambiental
      • Iser Assessoria
      • Jubileu Sul Brasil
      • KOINONIA – Presença Ecumênica e Serviço
      • LabdadosBrasil
      • Levante Popular da Juventude
      • Marcha Mundial das Mulheres
      • MNCP-PE – Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas – Pernambuco
      • MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos
      • MNU – Movimento Negro Unificado
      • Movimento Brasil Popular
      • Movimento Vaitegorda
      • MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
      • MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
      • N’ZINGA – Coletivo de Mulheres Negras de Minas Gerais
      • ONG Taramela ATAC
      • OXFAM – Oxfam Brasil
      • Panela de Expressão – Etnogastronomia, Gênero e Comunicação
      • Partido Comunista Brasileiro – Célula de Maringá/PR
      • Pastoral da Juventude Rural
      • Pastoral dos Grupos de Família
      • Plataforma dos Movimentos Sociais por Outro Sistema Político
      • Processo de Articulação e Diálogo entre Agências Ecumênicas Europeias e Parceiros Brasileiros
      • PSOL – Partido Socialismo e Liberdade
      • PSOL-AL – PSOL Alagoas
      • PSOL – PSOL Maringá/PR
      • PÚBLICA – Central do Servidor
      • Rede Brasil Afroempreendedor
      • Rede da Agricultura Familiar
      • Rede de Desenvolvimento Humano
      • Rede Feminista de Saúde
      • Rede Quilombação
      • REDE SAPATÀ – Rede Nacional da Promoção e Controle Social da Saúde, Cultura e Direitos LGBTs
      • Negras
      • Resistência PSOL
      • Resistência/PSOL – Rio das Ostras/RJ
      • SASEAL – Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado de Alagoas
      • SEB – Sindicato dos Engenheiros da Bahia
      • Sempreviva Organização Feminista
      • SINDAEN – Sindicato dos Trabalhadores no Saneamento
      • SINSEP/MS – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal de Mato Grosso do Sul
      • SOS CORPO – Instituto Feminista para a Democracia
      • Terra de Direitos
      • UBM – União Brasileira de Mulheres
      • UNE – União Nacional dos Estudantes
      • GRUPO CURUMIM
      • Coletivo Popular Direito à Cidade – Porto Velho – Rondônia
      • Sintracoop Maringá

      Com informações da Agência Brasil.

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