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Latam se manifesta após prisão de piloto em Congonhas por suspeita de integrar rede de exploração sexual

Companhia diz que abriu apuração interna e que está à disposição das autoridades enquanto Polícia Civil investiga crimes contra crianças e adolescentes

Latam se manifesta após prisão de piloto em Congonhas por suspeita de integrar rede de exploração sexual

247 - A Latam Airlines Brasil se pronunciou na manhã desta segunda-feira (9) sobre a prisão do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, detido dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, durante os procedimentos de embarque de um voo com destino ao Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o piloto é investigado por integrar uma “rede criminosa estruturada voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes”.

As informações foram divulgadas originalmente pelo portal Metrópoles, que acompanhou a operação policial e obteve a confirmação da companhia aérea sobre o caso. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Apertem os Cintos, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, da Polícia Civil de São Paulo.

Em nota enviada ao veículo, a Latam afirmou que está ciente da detenção de um de seus tripulantes e informou que “abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”. No mesmo comunicado, a empresa acrescentou: “A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”.

De acordo com a companhia, o voo LA3900, que faria a rota São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont, operou normalmente, com decolagem e pouso dentro do horário previsto, apesar da prisão ter ocorrido ainda na aeronave, antes da partida.

A Polícia Civil apura uma série de crimes atribuídos ao grupo investigado, entre eles estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de crianças e adolescentes, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil, além de perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo. Segundo os investigadores, o conjunto de acusações aponta para um contexto de extrema gravidade, marcado por abuso de vulnerabilidade, reiteração delitiva e grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.

Até o momento, pelo menos três vítimas menores de idade foram identificadas. Duas tinham 11 e 12 anos à época dos fatos, e a terceira, 15 anos. De acordo com a apuração policial, todas teriam sido submetidas a situações de abuso e exploração sexual. Uma mulher de 55 anos, apontada como avó das vítimas, também foi presa sob suspeita de ter recebido pagamento pela “venda” das três netas, conforme a investigação.

Além das prisões temporárias já realizadas, a operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados em endereços localizados na capital paulista e no município de Guararema, no interior de São Paulo. A polícia busca apreender documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam reforçar as provas reunidas no inquérito.

As autoridades informaram que as investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a extensão da suposta rede criminosa. Enquanto isso, a Latam afirma que colabora com as autoridades e mantém a apuração interna sobre a conduta do tripulante preso.

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