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“Hoje demos um grande passo”, diz Anielle após condenação dos irmãos Brazão

Primeira Turma do Supremo decide por unanimidade responsabilizar mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Anielle Franco (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

247 -A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou nesta quarta-feira (25) que o resultado do julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) representa um avanço na busca por Justiça no caso do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A declaração foi feita após a decisão unânime que condenou os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão por planejar e mandar matar a vereadora e o condutor.

O colegiado do STF decidiu, por unanimidade, responsabilizar os dois irmãos como mandantes do crime ocorrido em 2018, em um dos casos de maior repercussão política e social do país.

Ao comentar o julgamento, Anielle destacou o peso simbólico dos votos apresentados pelos ministros. “Não tem celebração, mas, eu diria, afirmação do que a gente lutado durante os últimos oito anos. Acho que os votos foram fortes. Acho que tiveram falas muito importantes principalmente direcionadas à violência política, gênero e raça, que acho que esse é um ponto que a gente precisa pegar”, afirmou.

A ministra também ressaltou que, apesar do avanço, a sensação de Justiça permanece incompleta diante da perda irreparável. “Mas eu confesso que Justiça mesmo seria a Mari estar aqui, mas, hoje, a gente deu um grande passo. Que isso sirva de exemplo para muitas pessoas, que não existe impunidade para nenhum crime”, prosseguiu.

Segundo Anielle, trechos das manifestações dos ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia também foram significativos. Dino afirmou que o crime foi mal investigado, enquanto Cármen Lúcia defendeu Justiça para que outras famílias não enfrentem o mesmo sofrimento vivido pela família de Marielle. Ambos acompanharam integralmente o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.

Ao refletir sobre os quase oito anos desde o assassinato, a ministra declarou: “Acalenta saber que a luta da gente chegou a oito anos depois com as respostas que estamos tendo aqui hoje”.

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