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Gleisi condena “noticiário do terror contra o fim da escala 6x1”

Ministra critica cobertura sobre proposta de jornada de 40 horas e rebate previsões de demissões e inflação

Gleisi Hoffmann (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

247 - A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), condenou nesta terça-feira (24) o que classificou como “noticiário do terror” em torno da proposta de extinção da escala 6x1 e da adoção de jornada semanal de 40 horas. Em declaração pública, a ministra criticou reportagens que associam a possível mudança a impactos negativos na economia.

A manifestação foi feita após publicação do jornal Valor Econômico, que apontou riscos de “demissões e inflação” com a alteração na jornada de trabalho. Ao reagir ao conteúdo, Gleisi afirmou: “O noticiário do terror contra o fim da escala 6 x 1 com jornada de 40 horas baixou hoje nas páginas do Valor, anunciando sem base alguma que a mudança traria ‘demissões e inflação’”.

A ministra também questionou os argumentos apresentados por setores empresariais ouvidos na reportagem. “É impressionante como os setores ouvidos pelo jornal se reivindicam como avançados na economia e tecnologia, mas querem viver no século passado nas relações trabalhistas”, declarou.

Gleisi Hoffmann ressaltou que a proposta de redução da jornada semanal não é recente e integra uma pauta histórica do movimento dos trabalhadores. “Vamos deixar claro, primeiramente, que a redução da jornada semanal para 40 horas não surgiu ontem: é uma bandeira histórica, e muito justa, da classe trabalhadora”, afirmou.

Segundo a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, o governo pretende encaminhar uma proposta legislativa que considere as especificidades de diferentes segmentos da economia. “Lembrar também que o governo vai propor uma legislação que leve em conta as características de setores diferenciados da economia, especialmente dos pequenos empreendedores”, disse.

Ao concluir, Gleisi criticou o que classificou como priorização de interesses econômicos em detrimento da qualidade de vida da população trabalhadora. “O que não podemos concordar é que a ganância de alguns por lucros prevaleça sobre o direito da imensa maioria à vida além do trabalho, como tem sido vocalizado pelos jornalões nos últimos dias.”

 

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