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Diretor-geral critica ataques "covardes e vis" à Polícia Federal

Declaração de Andrei Rodrigues sobre ataques à PF ocorre em meio a investigações sensíveis e tensões com o STF

Andrei Rodrigues Foto: Andressa Anholete/Agência Senado (Foto: Andressa Anholete)

247 - O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, criticou ataques “covardes e vis” feitos à corporação ao afirmar que a instituição tem sido alvo de investidas e tentativas de enfraquecimento, em meio a investigações de grande repercussão e tensões institucionais recentes. A declaração foi feita nesta segunda-feira (30), durante cerimônia pelos 82 anos da corporação, em Brasília, informa a Folha de São Paulo.

O posicionamento ocorre no contexto de apurações que têm provocado atritos, como o caso envolvendo o Banco Master e investigações que incluem o pedido de quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante o discurso, Andrei Rodrigues reforçou a autonomia da Polícia Federal. “Jamais houve direcionamento de qualquer atuação em investigação”, afirmou. Ele também criticou acusações que, segundo ele, atingem indevidamente o trabalho da instituição. “Somos muitas vezes acusados por fazer o nosso trabalho e outras, também, de ter feito o que não fizemos. Mas, olha, a quem interessa uma Polícia Federal forte? Certamente não a quem compactua com o crime”, declarou.

O diretor-geral destacou ainda que a atuação independente da PF tem provocado reações contrárias. “É exatamente isso que acaba nos tornando alvos de ataques de toda sorte, alguns covardes e vis, diretamente a valorosos colegas que estão à frente de importantes investigações, além de tentativas de enfraquecimento e perdas de atribuições”, disse.

Em defesa da corporação, Rodrigues afirmou que manterá firme a posição institucional. “Saibam, aqueles que nos atacam, que este diretor-geral será a primeira voz que defenderá a nossa casa, sem recuar um milímetro do cumprimento de nossas atribuições constitucionais.”

No evento, ele também elogiou autoridades de órgãos de controle e fiscalização, como o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, e o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Saadi.

O cenário institucional ganhou novos contornos na última sexta-feira (27), quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes restringiu o compartilhamento de relatórios de inteligência do Coaf com polícias, Ministério Público e Comissões Parlamentares de Inquérito. A decisão foi tomada no contexto de investigações sobre suspeitas de vazamento ilegal de dados fiscais de ministros da Corte e de seus familiares.

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