Cúpula do PL discutirá nome para governo tampão do Rio em fevereiro
Encontro em fevereiro reunirá líderes do partido para decidir nome que comandará o estado até o fim do mandato
247 - A direção do PL no Rio de Janeiro prepara um encontro para o início de fevereiro com o objetivo de definir um nome para assumir o governo do estado em caráter tampão. A articulação envolve o senador Flávio Bolsonaro, o governador Cláudio Castro e o presidente do diretório estadual da sigla, Altineu Côrtes, que devem se reunir presencialmente logo após o retorno do governador de uma viagem.
A informação foi divulgada pela revista Veja, que aponta que a definição ocorre diante da iminente saída de Cláudio Castro do Palácio Guanabara para disputar uma vaga no Senado. O governador tem prazo até abril para se desincompatibilizar do cargo, o que abrirá a necessidade de escolha de um novo chefe do Executivo para concluir o mandato.
Com a saída do vice-governador Thiago Pampolha, que deixou o Executivo para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado, caberá à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) conduzir uma eleição indireta para o cargo. O formato interessa ao atual governador, que busca garantir continuidade administrativa sem riscos ao seu projeto político.
Nesse cenário, o nome mais cotado no grupo de Cláudio Castro é o do secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, filiado ao PL desde dezembro. A avaliação é de que Miccione reúne confiança política e conhecimento da máquina estadual para atravessar o período de transição.
Há, porém, divergências internas. Um outro setor do partido, alinhado ao senador Flávio Bolsonaro, defende que o PL aproveite a eleição indireta para lançar um nome com maior densidade eleitoral, capaz de chegar fortalecido à disputa de outubro. A leitura é que, no comando do Executivo, o futuro candidato teria visibilidade e instrumentos para apresentar resultados ao eleitorado.
O Rio de Janeiro é considerado estratégico para Flávio Bolsonaro, que projeta enfrentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na eleição presidencial e busca um palanque estadual competitivo. A maioria do PL na Alerj reforça o poder de barganha do partido na definição do nome, sobretudo após a legenda ampliar sua influência na Casa Legislativa.
A mudança recente na presidência da Alerj, com Guilherme Delaroli assumindo o comando, consolidou essa vantagem. Ele substituiu Rodrigo Bacellar, que está afastado do cargo após ter sido preso preventivamente pela Polícia Federal e passar a responder a investigações sob uso de tornozeleira eletrônica, em apuração que envolve suspeita de vazamento de informações de uma operação policial.
A definição do nome para o governo tampão tende a influenciar diretamente o xadrez eleitoral no estado, em um momento de intensas negociações partidárias às vésperas do calendário oficial das eleições.


