Jorge Folena avatar

Jorge Folena

Advogado, jurista e doutor em ciência política.

91 artigos

HOME > blog

Trump, um ditador que precisa ser detido

Uma ameaça autoritária à paz global, ao direito internacional e à soberania das nações em pleno século XXI

Donald Trump - 3/1/2026 (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

Pelo bem da humanidade, Donald Trump precisa ser parado, sob pena da instauração de uma nova guerra mundial em bases fascistas, como ocorreu entre os anos de 1937 a 1945, que causou a morte de milhões de pessoas, marcando a Segunda Guerra Mundial com o desperdício de vidas ceifadas em decorrência da covardia de muitos, que fecharam os olhos para as ilegalidades praticadas por líderes autoritários, verdadeiros ditadores, como foram Benito Mussolini e Adolf Hitler, que invadiram nações soberanas para expropriar suas riquezas e prenderam e mataram os que tentaram resistir às suas pretensões expansionistas.

Em sua última campanha eleitoral, o atual mandatário estadunidense já anunciava que, em seu retorno à presidência, promoveria perseguições, guerras e destruições, tanto no âmbito interno do seu país quanto na relação com outras nações soberanas. Não por acaso, o desrespeito à Constituição do país está em prática desde a sua posse, em 20 de janeiro de 2025, mediante a imposição de medidas de segregação contra estrangeiros, a perseguição de professores, estudantes, universidades, políticos e quem quer que ouse se manifestar de modo contrário às suas pretensões de “dono do mundo”, resumidas no sonho supremacista de fazer a América novamente a nação mais poderosa do mundo, ainda que pelo uso do autoritarismo e de ações contrárias ao direito, à moral e à ética.

Desde seu retorno ao cargo, ele desrespeitou as normas do comércio internacional, impondo unilateralmente sanções tarifárias a quase todos os países do mundo, além de abusar das ameaças de empregar sua poderosa força militar contra quem quer que ouse confrontá-lo ou questioná-lo.

Na verdade, o presidente Trump tem encontrado muitos vassalos e líderes covardes no seu caminho, como alguns representantes da Europa, que abaixam a cabeça para seus projetos perigosos de reconstrução de uma grandeza perdida. Mas, por outro lado, ele tem encontrado também uma resistência astuta por parte de determinados governantes do Sul Global, que não o confrontam diretamente para evitar que seus países se tornem alvos dos constantes ataques promovidos por um homem que, abertamente, transformou a Secretaria de Defesa de seu país em ministério da guerra.

Estamos diante de um governo que atua de modo contrário aos ditames da diplomacia internacional, que opta pela ameaça e usa a violência física do supostamente mais forte, em contraposição às normas do direito internacional, ignorando a fórmula segundo a qual a união faz a força, antiga sabedoria utilizada como base para firmar o bom relacionamento entre as nações.

As recentes ações belicistas promovidas por Donald Trump contra o Estado da Venezuela, com o sequestro do presidente do país e de sua esposa, constituem uma brutal violação do direito internacional, a ponto de Vladimir Putin, presidente da Federação Russa, manifestar, referindo-se às ações do governo estadunidense: “Eles fazem o que querem”, pelo uso da força que supostamente têm.

Não há dúvida de que é totalmente arbitrária, ilegal e imoral a ação promovida pelo presidente dos Estados Unidos da América contra a soberania e a autodeterminação venezuelana, constituindo uma agressão ao direito internacional e à combalida Organização das Nações Unidas, que precisa ser reorganizada urgentemente pelos países que levam a sério o direito e os compromissos de respeito à soberania e à igualdade entre as nações.

Diante de tantas ilegalidades e degradação moral, o ditador e seu suposto império já se perderam, e sua derrota vai se materializar principalmente no âmbito interno. O país outrora pujante está ruindo por dentro, com suas instituições incapazes de frear e controlar um homem que, em pleno século XXI, resgatou e usa abertamente os valores do fascismo para conduzir o mundo a uma nova guerra mundial, por conta da sua prepotência e arrogância e da ganância desmedida de sua classe dominante.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Artigos Relacionados