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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Só faltou convocar o Papa

Os absurdos da CPI do crime organizado

Dias Toffoli (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Nada, absolutamente nada, justifica a convocação dos irmãos e do primo do ministro Dias Toffoli para depor na CPI do crime organizado.

Nada, absolutamente nada, justifica quebrar os sigilos da empresa administrada pelos irmãos Toffoli.

Nada, absolutamente nada, justifica o “convite” para Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Viviane Barci, Galípolo, Rui Costa, Guido Mantega e até para o comandante do Exército, Tomás Paiva.

Não há nenhum elemento nas investigações da Polícia Federal que mostre algum elo, por mais tênue que fosse, dessas pessoas e empresas com o PCC e o Comando Vermelho, que são o foco da CPI.

Não dá para entender por que isso foi colocado em votação e como deputados e senadores votaram neste absurdo que só tem um objetivo: expor à execração pública ministros do STF sob a forma de um “convite”.

É evidente que os “convidados” não vão comparecer, o que vai repercutir, na opinião pública, como uma confissão de culpa: “não vão porque têm algo a esconder”.

As CPIs têm muito poder, mas não podem tudo; não podem, sobretudo, constranger e intimidar, nem incorrer em desvio de finalidade.

Os objetivos por trás desses convites e convocações são espúrios, pois a mera publicação das listas de convocados e convidados já expõe as pessoas e sugere que possam ter alguma relação com o crime organizado.

Cabe ao STF barrar essa iniciativa de caráter politiqueiro, que não contribui em nada no combate aos verdadeiros criminosos e suas organizações sanguinárias.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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