Faculdade de Educação da UERJ fortalece mobilização docente em sintonia com o Dia do Desarmamento Infantil
"Nesse contexto, a greve aparece não apenas como instrumento de reivindicação, mas como gesto de responsabilidade social com as próximas gerações"
Na véspera do Dia do Desarmamento Infantil, docentes da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro reafirmaram o compromisso político da unidade com a defesa da universidade pública e da infância como horizonte ético da educação. A posição foi consolidada na reunião realizada em 6 de abril, organizada pela representação do CR da Associação dos Docentes da UERJ, com participação de 36 professoras e professores.
Na análise de conjuntura, destacou-se o crescimento da greve com a entrada dos técnicos administrativos e a necessidade de transformar a adesão formal em mobilização efetiva nos atos, assembleias e atividades públicas. A avaliação coletiva indicou que a Faculdade de Educação precisa ampliar sua presença política neste momento decisivo da universidade.
No balanço da semana de paralisação, docentes reconheceram avanço das mobilizações no entorno do campus Maracanã e na Secretaria de Ciência e Tecnologia. Informes departamentais registraram paralisação integral do DEPAG, DCSE, DEDI, DEIC e DESF — os muitos departamentos da instituição.
O debate sobre excepcionalidades reafirmou a importância de garantir a formação discente sem enfraquecer a greve, com destaque para a proposta de tratar coletivamente os estágios como atividade formativa integrada ao movimento. Entre os encaminhamentos aprovados estão a inclusão das pautas de acesso e permanência estudantil presencial e EaD, a defesa da incorporação de trabalhadores terceirizados nas discussões do Comando Geral de Greve, a realização de atividades por departamento e a ação pública Edu UERJ na Praça, prevista no campus Maracanã.
A publicação desta matéria no dia 15 de abril reforça o sentido pedagógico e político da mobilização docente. O Dia do Desarmamento Infantil lembra que educar é também retirar da infância os signos da violência e afirmar a escola pública como território de cuidado, imaginação e futuro. Nesse contexto, a greve aparece não apenas como instrumento de reivindicação, mas como gesto de responsabilidade social com as próximas gerações.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.



