Protesto no México denuncia ataques dos EUA à Venezuela e defende boicote à Copa de 2026
Manifestação em frente à embaixada estadunidense na Cidade do México reuniu cerca de 250 ativistas
247 - Cerca de 250 ativistas realizaram uma manifestação em frente à Embaixada dos Estados Unidos na Cidade do México para denunciar ataques militares estadunidenses contra a Venezuela nesta terça-feira (20). Os manifestantes defenderam o boicote à Copa do Mundo de 2026. O ato foi organizado por integrantes da Frente Anti-Imperialista do México. As informações são da TeleSur.
Manifestantes exigem libertação de líderes venezuelanos
Durante o protesto, os manifestantes condenaram o financiamento de guerras pelos Estados Unidos, exigiram a libertação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores, e anunciaram novas mobilizações previstas para fevereiro contra a interferência estadunidense em outros países.
Os participantes levaram bandeiras da Venezuela e exibiram faixas com frases como "Defender a Venezuela é defender a América Latina" e "Imperialistas fora da América Latina". O boicote ao Mundial de 2026, que será sediado por Estados Unidos, México e Canadá, também foi destacado como uma forma de pressão política.
Campanha pelo boicote ganha adesão internacional
Segundo os organizadores, a campanha pelo boicote vem ganhando adesão nos Estados Unidos e na Europa, com torcedores cancelando ingressos e reservas por temor das políticas migratórias do governo estadunidense e de uma possível escalada militar contra a Venezuela.
O site BoycottUSA2026.org acusa o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) de promover deportações e cancelamentos de vistos. A iniciativa pede que a Fifa priorize a segurança e os direitos de torcedores e jogadores durante o torneio.
Diplomata libanês cancela ingressos
O diplomata libanês Mohamad Safa afirmou que decidiu cancelar seus ingressos por receio de ser detido. Ele declarou que o ICE pode prender pessoas sem julgamento ou representação legal e defendeu a aplicação de sanções contra Israel.
Embora a Fifa sustente o princípio de neutralidade política, ativistas lembraram que, em 2022, a entidade aplicou sanções rápidas à Rússia em razão da guerra na Ucrânia. Por isso, exigem uma postura considerada coerente diante de denúncias de abusos na Venezuela e na Palestina.
Críticas ao prêmio da Fifa a Trump
O ex-candidato à vice-presidência dos Estados Unidos Ajamu Baraka também se manifestou contra o presidente Donald Trump, criticando a concessão do Prêmio da Paz da Fifa ao chefe do Executivo estadunidense, apesar de acusações de violações de direitos humanos, e defendeu o boicote ao Mundial.


