Governo do ultradireitista Kast expulsa 40 migrantes do Chile e anuncia que deportações serão frequentes
Medida marca início de plano de endurecimento migratório em território chileno, promessa de campanha de José Antonio Kast
247 - O governo do Chile, sob a presidência do ultradireitista José Antonio Kast, iniciou a execução de um plano de deportações em massa de migrantes considerados irregulares, com a realização do primeiro voo de expulsão envolvendo 40 estrangeiros. A ação marca o começo do cumprimento de uma promessa de campanha do mandatário, que defende o endurecimento da política migratória no país. As informações são da CNN Brasil.
A operação foi conduzida pela Força Aérea chilena e partiu de Santiago, com escala em Iquique, no norte do país. Do total de expulsos, 19 são colombianos, 17 bolivianos e 4 equatorianos. De acordo com autoridades do Ministério do Interior, 30 dos deportados possuem antecedentes criminais ou registros de condutas consideradas de “alta gravidade”.
O voo seguiu posteriormente para La Paz, na Bolívia, e tinha previsão de continuar para Guayaquil, no Equador, e Bogotá, na Colômbia, conforme o itinerário informado pelas autoridades.
Política migratória
O governo chileno afirmou que as expulsões não terão caráter pontual e passarão a ocorrer com regularidade, tanto por via aérea quanto terrestre. “Não se trata de uma ação isolada, mas sim do começo de um esforço permanente do Estado para restabelecer a ordem migratória, com procedimentos regulares, coordenação interinstitucional e uma presença operativa diante da entrada irregular e de quem deva abandonar o país por resolução administrativa ou judicial”, afirmou a pasta do Interior.
As autoridades também informaram que haverá aumento das fiscalizações para o cumprimento da legislação migratória, além da divulgação quinzenal de listas com pessoas que deverão deixar o país.
Medidas adicionais
O governo de José Antonio Kast anunciou ainda uma agenda legislativa voltada para endurecer as regras migratórias, incluindo a tipificação da imigração irregular como crime e a criação de mecanismos para incentivar a saída voluntária de estrangeiros. Segundo o Serviço Nacional de Migrações do Chile, o primeiro mês da gestão registrou uma redução de 67% nas entradas irregulares em comparação com o mesmo período de quatro anos atrás.
O órgão também informou que as expulsões aumentaram 33% no último mês e que, desde a vitória eleitoral de Kast, 2.180 venezuelanos deixaram o país de forma voluntária. Em pronunciamento recente, o presidente afirmou que o país possuía cerca de 300 mil imigrantes em situação irregular e destacou o plano denominado “Escudo Fronteiriço”, voltado ao reforço do controle nas fronteiras. Entre as medidas em curso estão a construção de barreiras físicas na região norte e o uso de tecnologia para ampliar a vigilância nas fronteiras com Peru e Bolívia.

