Díaz-Canel rebate declaração de Marco Rubio sobre bloqueio a Cuba
Presidente cubano diz que fala de Marco Rubio contradiz ordem de Donald Trump sobre restrições energéticas
247 - O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, rebateu declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre a inexistência de um bloqueio energético contra a ilha e afirmou que a posição contradiz medidas adotadas pela própria Casa Branca sob o comando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo a Telesur, Díaz-Canel classificou como surpreendente a fala de Rubio, que afirmou recentemente em uma coletiva de imprensa que “não há um bloqueio de petróleo contra Cuba ‘per se’”. Para o governo cubano, a declaração ignora uma ordem executiva assinada por Trump em 29 de janeiro e comunicados oficiais de Washington sobre restrições relacionadas ao fornecimento de petróleo ao país caribenho.
Em publicação nas redes sociais, o presidente cubano questionou a postura do chefe da diplomacia norte-americana e apontou uma contradição entre a declaração pública de Rubio e as medidas do governo dos Estados Unidos.
“É surpreendente que um alto funcionário do governo dos EUA declare publicamente que seu governo não aplica um bloqueio energético contra Cuba, que ele desconheça o que está estipulado na ordem executiva de seu próprio presidente, de 29 de janeiro passado”, escreveu Díaz-Canel.
O chefe de Estado cubano também perguntou por que Rubio não teria levado em consideração falas do próprio Donald Trump e da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, sobre o tema. Na avaliação de Havana, as medidas anunciadas por Washington reforçam uma política de pressão econômica contra a ilha.
Críticas à acusação de incompetência
Díaz-Canel rejeitou ainda a acusação de “incompetência” atribuída por Rubio às autoridades cubanas em relação à situação energética do país. O presidente afirmou que Washington mobiliza grandes recursos econômicos e políticos com o objetivo de afetar a economia cubana.
Rubio responsabilizou Havana pela crise energética e disse que Cuba recebia petróleo gratuitamente da Venezuela, mas que Caracas teria decidido interromper o envio de petróleo bruto cuja propriedade reivindicava para a ilha.
Para o governo cubano, essa leitura omite o impacto das restrições impostas pelos Estados Unidos e a pressão sobre países que mantêm relações comerciais com Cuba. As medidas atingem diretamente setores estratégicos da economia cubana, incluindo energia e abastecimento.


