Díaz-Canel afirma que medidas de Washington agravam dificuldades
Liderança cubana reage às novas sanções dos EUA
247 - O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, reagiu às novas sanções dos EUA e afirmou que as medidas de Washington agravam as dificuldades enfrentadas pelo país.
Primeiro Secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e presidente da República, Díaz-Canel se manifestou após o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciar, na quinta-feira, sanções efetivas com base no decreto assinado em 1º de maio.
Segundo o presidente cubano, a população do país conhece a natureza das ações adotadas pelo governo dos Estados Unidos contra Cuba. “Nosso povo já conhece a crueldade por trás das ações do governo dos EUA e a ferocidade com que ele é capaz de atacá-lo”, afirmou Díaz-Canel.
O dirigente também classificou a postura de Washington como uma ofensiva contra a soberania cubana. Para ele, tanto Cuba quanto a comunidade internacional compreendem que a medida representa “uma agressão unilateral contra uma nação e uma população cuja única ambição é viver em paz, senhores de seu próprio destino e sem a interferência perniciosa do imperialismo estadunidense”.
Díaz-Canel afirmou ainda que as novas sanções econômicas tornam mais grave a situação já enfrentada pelo país. Ao mesmo tempo, declarou que a pressão externa não enfraquece a posição política de Cuba. As medidas, disse ele, agravam a realidade nacional “ao mesmo tempo que fortalecem nossa determinação em defender a Pátria, a Revolução e o Socialismo”.
A reação do governo cubano ocorre em meio a mais uma etapa de tensão nas relações entre Havana e Washington, marcada pelo uso de sanções econômicas como instrumento de pressão contra a ilha. Para as autoridades cubanas, as medidas anunciadas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos reforçam uma política de hostilidade que atinge diretamente a população do país.



