Mineração da África do Sul cresce 9,7% e atinge pico em 2 anos
Alta é impulsionada por metais do grupo da platina e reforça papel estratégico do país no mercado global de minerais
247 - O setor de mineração da África do Sul registrou avanço de 9,7% em fevereiro de 2026, na comparação anual, alcançando o melhor desempenho em dois anos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (16) pela TV BRICS com base em informações da African News Agency (ANA) e do órgão oficial de estatísticas do País. O crescimento foi puxado principalmente pela produção de metais do grupo da platina, que subiu 52,3% e respondeu por 9,4 pontos percentuais do resultado total.
A expansão também contou com o aumento na extração de minério de cromo, com alta de 26,9%, manganês, com 17,8%, e ouro, que avançou 12,8%, somando mais 1,3 ponto percentual ao crescimento geral. A produção de níquel e diamantes também apresentou evolução no período analisado.
O desempenho mensal reforça a recuperação do setor, que também avançou 2,3% em fevereiro na comparação com janeiro, após crescimento de 3,7% no mês anterior. No acumulado do ano, a produção mineral registra alta de 7,3% frente ao mesmo intervalo de 2025.
Autoridades sul-africanas têm adotado medidas para sustentar esse ritmo de expansão. Entre as iniciativas estão investimentos no setor energético, melhorias na infraestrutura logística e maior previsibilidade regulatória para atrair capital. O governo também busca ampliar o processamento local de matérias-primas para agregar valor à produção.
O vice-ministro vinculado à Presidência da África do Sul, Kenny Morolong, destacou o potencial do continente no cenário global. “A África está deixando de ser apenas fornecedora de matérias-primas para se consolidar como um centro de criação de valor industrial e inovação”, afirmou.
Especialistas avaliam que minerais considerados críticos, como lítio e terras raras, devem ganhar protagonismo nas próximas décadas. A expectativa é que esses recursos possam gerar receitas até três vezes superiores às do setor de combustíveis fósseis. Morolong classificou esses ativos como o “novo petróleo do século XXI”.
A projeção indica crescimento acelerado da demanda por esses insumos, com possibilidade de triplicação até 2030 e quadruplicação até 2040. Esse cenário coloca a África em posição estratégica em cadeias produtivas ligadas a tecnologias como energia solar e eletrônicos, reforçando o papel do continente no futuro da economia global.




