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Treta na direita: Carlos Bolsonaro ameaça romper com Jorginho Mello em SC

Pré-candidato ao Senado, ex-vereador busca apoio de João Rodrigues e pressiona governador do PL

Carlos Bolsonaro (Foto: Rodrigo Romeo/Flickr/Alesp)

247 - O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), que se apresenta como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, sinalizou a possibilidade de romper politicamente com o governador Jorginho Mello (PL). A movimentação ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026 e amplia a tensão dentro do campo da direita no estado.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, publicação, no sábado (7), após visitar Jair Bolsonaro )PL) no presídio da Papuda, em Brasília, Carlos telefonou para o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que deverá disputar o governo catarinense contra Jorginho no próximo pleito.

Articulação com o PSD

De acordo com a apuração, durante a conversa, Carlos pediu desculpas por críticas feitas anteriormente ao prefeito e questionou se poderia contar com o apoio de Rodrigues como candidato ao Senado em uma eventual chapa do PSD.

Fontes do partido ouvidas pela coluna relataram que João Rodrigues respondeu que, “pela consideração que tem pelo pai de Carlos”, assumiria o ex-vereador como candidato a senador em sua chapa.

Pressão sobre o governador

Após o telefonema, Carlos informou Jorginho Mello sobre o teor da conversa. Segundo fontes do PL citadas na reportagem, o ex-vereador afirmou que, caso não fosse incluído na composição do governador, poderia migrar para o grupo liderado por João Rodrigues.

Jorginho, por sua vez, indicou que deseja ter Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) como candidatos ao Senado em sua chapa. A presença de Caroline, entretanto, enfrenta resistências.

Disputa por vagas ao Senado

Ainda conforme a coluna, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defende que uma das vagas ao Senado seja destinada ao senador Esperidião Amin (PP-SC), que tentará a reeleição.

Aliados de Jorginho e de Valdemar minimizaram o movimento de Carlos. A avaliação, segundo a publicação, é de que o filho “02” de Bolsonaro adotou a estratégia para se fortalecer na disputa interna da direita catarinense e ampliar seu espaço nas negociações eleitorais.

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