PM ataca com socos e tapas estudantes durante protesto em escola estadual no Rio (vídeo)
O protesto foi convocado pelo grêmio estudantil da escola com o objetivo de pressionar pelo afastamento de um professor acusado de assédio
247 - Um policial militar foi flagrado agredindo estudantes dentro da Escola Estadual Senor Abravanel, na Zona Sul da capital fluminense, durante um protesto realizado na manhã desta quarta-feira (25). As informações foram divulgadas pelo g1, que também teve acesso às imagens do episódio.O caso ocorreu no Largo do Machado, durante uma mobilização organizada por alunos da unidade. Três jovens foram detidos, incluindo os estudantes que aparecem sendo agredidos nas gravações. O policial envolvido, que utilizava uniforme do Batalhão de Choque e seria subtenente, aparece discutindo com pessoas que registravam a cena.
Nas imagens, uma estudante tenta intervir e pede ao agente “não encostar” nela. Em seguida, o policial desfere dois tapas no rosto da jovem, chegando a rasgar sua camisa. Um colega se aproxima para ajudá-la, mas é atingido com um soco e derrubado. O militar então retorna à estudante e a agride novamente antes do fim do vídeo.
De acordo com a Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro, o protesto foi convocado pelo grêmio estudantil da escola com o objetivo de pressionar pelo afastamento de um professor acusado de assédio.
A entidade afirma que representantes estudantis foram chamados para apoiar a mobilização.“Os representantes das entidades foram chamados pelos alunos para apoiar um abaixo-assinado pelo afastamento de um professor acusado de assédio”, informou a associação.
Segundo a AMES-RJ, apesar de haver autorização da Secretaria Estadual de Educação para a entrada dos representantes, a direção da escola teria impedido o acesso e acionado a polícia, o que teria contribuído para o agravamento da situação.A entidade também denunciou que a violência não se limitou ao interior da escola.
“Dentro da escola, houve agressões com tapas e socos. Do lado de fora, a violência continuou com spray de pimenta e cassetetes, e a presidente da AMES-RJ teve sua camisa rasgada antes de ser detida junto aos outros representantes”, relatou.Até a última atualização do caso, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro não havia se manifestado sobre a conduta do agente.Em nota, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro afirmou lamentar o ocorrido e repudiou qualquer forma de violência no ambiente escolar.
“A Secretaria Estadual de Educação lamenta o ocorrido e reforça que não compactua com qualquer forma de violência no ambiente escolar, prática incompatível com os princípios que orientam a educação pública. A Seeduc prestará todo apoio aos estudantes envolvidos e seus familiares.”
A pasta destacou ainda que a presença da polícia foi solicitada pela direção da unidade de forma preventiva, com o objetivo de garantir a segurança e preservar o ambiente escolar, mas ressaltou que a atuação deve seguir protocolos rigorososa.