Paes elogia Lula por acordo da dívida do Rio e critica “guerra ideológica” da direita
Pré-candidato ao governo fluminense pelo PSD diz que parceria com o governo federal garante R$ 6 bilhões de economia ao estado só neste ano
247 – O ex-prefeito Eduardo Paes, pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSD, elogiou o presidente Lula pela adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag, e afirmou que a cooperação entre governos sem “conversinha ideológica” é o caminho para recuperar a capacidade de investimento do Rio.
Em publicação nas redes sociais, Paes afirmou que a nova relação entre o governo estadual e o governo federal já produz efeitos concretos para as contas públicas fluminenses. Segundo ele, “só esse ano são 6BI de economia no pagamento da divida do Estado com a União”. A declaração ocorre após Lula assinar a adesão do Rio ao Propag, acordo que, segundo o presidente, reduzirá o pagamento mensal da dívida estadual de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões.
“É isso! Governos sem conversinha ideológica trabalhando juntos”, escreveu Paes, ao comentar a aproximação institucional entre o governo federal e o governo estadual. Para o pré-candidato, a mudança de postura no Palácio Guanabara permitiu destravar parcerias que estavam comprometidas por disputas políticas.
Paes também fez críticas diretas ao ex-governador Cláudio Castro. Segundo ele, Castro “passou anos tratando mal o governo federal” e tentou atribuir ao presidente da República responsabilidades por problemas estaduais, especialmente na área de segurança pública. “Jogando a culpa no presidente da república por sua incompetência na Segurança Pública”, afirmou.
Crítica ao isolamento político do Rio
Na postagem, Paes sustentou que Lula sempre esteve disposto a colaborar com o Rio de Janeiro, mas que a postura política adotada anteriormente pelo governo estadual dificultava a construção de soluções conjuntas.
“O @lulaoficial sempre esteve disposto a ajudar o Rio mas o discurso burro ideológico impedia isso”, escreveu o ex-prefeito.
A fala reforça a tentativa de Paes de associar a recuperação financeira e administrativa do estado à retomada de uma relação federativa mais pragmática com Brasília. Para ele, a superação do confronto ideológico é condição para destravar investimentos e políticas públicas.
Paes afirmou ainda que, com o governador interino “pensando no bem do Estado”, as parcerias passaram a avançar. A avaliação foi feita no contexto da adesão ao Propag e de novos investimentos federais em infraestrutura na capital fluminense.
Propag reduz pressão sobre as contas do estado
A adesão do Rio ao Propag foi apresentada por Lula como uma solução para uma distorção histórica na relação entre a União e os estados endividados. Na cerimônia de assinatura, o presidente afirmou que o modelo anterior prejudicava tanto o governo federal quanto os governos estaduais.
“Acabou uma mentira que tinha nesse país. Os estados tinham uma dívida com o governo federal, o governo não recebia essa dívida e os estados não podiam fazer investimento. Nem a União era beneficiada, nem os estados”, declarou Lula.
O presidente também classificou a renegociação como um “acordo civilizatório” entre entes federativos. “Era uma dívida que a gente não recebia e que os estados também não podiam pagar. Resolvemos fazer alguma coisa que pudesse permitir um acordo civilizatório entre dois entes federados”, afirmou.
Segundo Lula, o objetivo do governo federal foi criar condições reais para que o Rio pudesse pagar sua dívida sem ser colocado em uma situação financeira inviável. “Criando condições para que o estado não fosse colocado numa forca, em que a gente fizesse um acordo leonino em que impuséssemos ao estado o pagamento de uma dívida que ele ia continuar sem poder pagar”, disse.
Economia bilionária e investimentos sociais
Para Paes, o efeito imediato da adesão ao Propag é a ampliação da capacidade de investimento do estado. Ele destacou que a economia estimada para este ano chega a R$ 6 bilhões no pagamento da dívida com a União.
A avaliação dialoga com a declaração de Lula de que o novo acordo deixará mais recursos disponíveis para a administração estadual. O presidente afirmou que parte da economia deve ser direcionada a áreas sociais, especialmente saúde e educação.
“Vai sobrar mais dinheiro para o governo administrar o Rio de Janeiro, e uma parte desse dinheiro tem que ser alocada em políticas sociais, de preferência em duas áreas cruciais: saúde e educação”, disse Lula.
A renegociação, portanto, ganha peso político e administrativo em um estado marcado por sucessivas crises fiscais. Ao reduzir o comprometimento mensal com a dívida, o Propag cria uma margem maior para investimentos, pagamento de obrigações e execução de políticas públicas.
PAC em Guaratiba vira símbolo da parceria
Na mesma publicação, Paes também destacou o início das obras de macrodrenagem do Jardim Maravilha, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. Segundo ele, Lula e o prefeito Eduardo Cavaliere iniciam as intervenções com recursos do Novo PAC.
“E ainda hoje o presidente @lulaoficial é o prefeito @CavaliereRio iniciam as obras de macrodrenagem do Jardim Maravilha em Guaratiba na Zona Oeste do Rio”, escreveu Paes.
De acordo com o ex-prefeito, o investimento ultrapassa R$ 350 milhões e deve beneficiar mais de 50 mil pessoas. “Mais de R$350mi do PAC mudando a vida de mais de 50 mil pessoas”, afirmou.
As obras de macrodrenagem são apresentadas por Paes como exemplo concreto de como a cooperação entre União, estado e município pode gerar resultados para a população. A região de Guaratiba, na Zona Oeste, historicamente sofre com problemas de alagamentos e infraestrutura urbana.
“Xô guerra ideológica”
Ao final da publicação, Paes fez um aceno direto à defesa de uma gestão baseada em cooperação institucional. Para ele, a superação das disputas ideológicas é essencial para enfrentar os problemas do Rio de Janeiro.
“Parabéns @LulaOficial, o Rio deve muito a você!”, escreveu.
Na sequência, Paes reforçou a mensagem central de sua postagem: “Xô guerra ideológica! Governos tem que trabalhar juntos pelo povo. E ponto final!”
O pré-candidato encerrou a manifestação com uma frase em tom de slogan político: “Minha ideologia é uma só: SALVAR O ESTADO DO RIO!!!!!”
A publicação consolida o discurso de Paes em defesa de uma aliança pragmática com Lula e com o governo federal para enfrentar a crise fiscal, ampliar investimentos e reposicionar o Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, aprofunda a crítica à gestão de Cláudio Castro, especialmente pela postura de confronto político com Brasília e pela tentativa de transferir responsabilidades na área da segurança pública.


