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Na Parada LGBTQIA+, Erika Hilton defende ‘liberdade plena de ser e de amar’, e pede justiça por Luana Barbosa

Parada do Orgulho LGBT+ completa 30 anos de existência. Veja também números da violência contra este segmento. Ministério defende importância do evento

Deputada Erika Hilton (Foto: Divulgação)
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247 – A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), que é trans, defendeu neste domingo (7) a centralidade das pautas LGBTQIA+ na política brasileira. De acordo com a parlamentar, a luta por direitos não pode aparecer apenas em datas simbólicas. A LGBTfobia é crime no Brasil, pois, em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a prática ao crime de racismo. 

A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo ocorre neste domingo (7), na Avenida Paulista, com a presença de uma multidão. Ao completar 30 anos, o evento traz como tema “30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma”, em uma proposta de debate sobre o peso do voto e da participação democrática na defesa dos direitos da população LGBT+.

Em postagem na rede social X, Erika também cobrou justiça por Luana Barbosa, mulher negra e lésbica morta após ser espancada por policiais em 8 de abril de 2016, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. "Esse compromisso é diário, é cotidiano e é, acima de tudo, político e de luta!", escreveu Erika Hilton. "Vivam as mulheres lésbicas e bissexuais! Viva toda a comunidade LGBTQIA+!", acrescentou.

A deputada destacou a importância da presença de mulheres lésbicas e bissexuais nas mobilizações por direitos, dignidade e reconhecimento. Para ela, esses segmentos precisam ocupar lugar central nas lutas da comunidade LGBTQIA+.

"Que honra poder estar, por mais um ano, ao lado das mulheres lésbicas e bissexuais nessa marcha por direitos, por dignidade e pela liberdade plena de ser e de amar", continuou.

Erika também afirmou que a luta das mulheres lésbicas e bissexuais não pode sofrer apagamento, inclusive dentro da própria comunidade LGBTQIA+. A parlamentar relacionou essa disputa ao avanço de discursos misóginos no país.

"A luta das mulheres lésbicas e bissexuais não pode, jamais, ser ignorada ou silenciada, principalmente dentro da própria comunidade LGBTQIA+. Mulheres lésbicas e bissexuais foram, inúmeras vezes, a ponta de lança nas lutas e conquistas de toda a comunidade LGBTQIA+. E, nesse momento de crescimento do discurso misógino, elas são algumas das primeiras mulheres a serem perseguidas", complementou.

Na mesma postagem, a deputada pediu "justiça por Luana Barbosa!". O caso ocorreu no bairro Jardim Paiva II, em Ribeirão Preto, durante uma intervenção policial.

Dados mostram violência contra LGBT+ no Brasil

O Brasil registrou 257 mortes violentas de pessoas LGBT+ em 2025, segundo relatório anual do Grupo Gay da Bahia. O número significa uma morte a cada 34 horas no país.

O total representa queda de 11,7% em relação a 2024, quando o levantamento contabilizou 291 mortes violentas. Apesar da redução, os dados mantêm o Brasil em cenário de alerta diante da violência contra essa população.

Entre os casos registrados em 2025, o relatório aponta 204 homicídios, 20 suicídios, 17 latrocínios, definidos como roubos seguidos de morte, e 16 mortes por outras causas, como atropelamentos e afogamentos, em contextos associados à violência motivada por LGBTfobia.

Outro levantamento, o Atlas da Violência, indicou aumento expressivo dos registros de violência contra a população LGBTQIAPN+ entre 2014 e 2023. O estudo apontou crescimento de 1.193% nos casos contra homossexuais e bissexuais.

No mesmo período, o Atlas registrou alta de 1.111% nas ocorrências contra mulheres trans, 1.607% contra homens trans e 2.340% contra travestis. O relatório ressalta que esses números podem refletir, em parte, a redução da subnotificação nos últimos anos.

Ministra se pronuncia

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, comentou sobre a importância do evento.  “O Ministério dos Direitos Humanos tem marcado presença na Parada. A de São Paulo é a maior do mundo, então é uma alegria para a gente estar aqui. E neste ano o Ministério está com uma campanha, O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas, e para a gente é importante lembrar e ressaltar junto à população brasileira sobre a necessidade da garantia dos direitos da população LGBT”, disse em entrevista à Agência Brasil.

“A gente tem uma série de políticas voltadas para as diferentes dimensões da população LGBTQIA+. Temos desde políticas ligadas ao empoderamento e à inclusão produtiva, até políticas de acolhimento em momentos de vulnerabilidade. E enviamos recentemente ao Congresso Nacional a Política Nacional de Direitos LGBT, que vai pegar diferentes dimensões, inclusive sobre o enfrentamento da violência contra pessoas LGBTQIA+”, completou a ministra.


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