Metroviários de São Paulo anunciam greve para o dia 13 de maio
Categoria prevê paralisação e cobra concurso público para recomposição do quadro de funcionários
247 - Os metroviários de São Paulo aprovaram a realização de uma greve de 24 horas na próxima quarta-feira (13), conforme anunciou o sindicato da categoria. A decisão ainda depende de confirmação em assembleia geral marcada para a véspera da paralisação. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
Caso a greve seja confirmada, a paralisação deve afetar as linhas 1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 15-prata do Metrô. As linhas 4-amarela, 5-lilás e 17-ouro não serão impactadas por serem operadas por concessionárias privadas.
A assembleia dos trabalhadores será realizada na terça-feira (12), na sede do Sindicato dos Metroviários, localizada no bairro do Belém, na zona leste da capital paulista. É neste encontro que a categoria vai deliberar de forma definitiva sobre a deflagração da greve.
Reivindicação central
A principal demanda dos trabalhadores é a abertura de concurso público para reposição do quadro funcional do Metrô. Segundo a presidente do sindicato, Camila Lisboa, a empresa reduziu significativamente o número de funcionários na última década, o que teria provocado sobrecarga nas atividades operacionais.
Camila Lisboa afirmou que o quadro atual conta com 5.663 trabalhadores distribuídos entre operação, segurança, manutenção e áreas administrativas. Ela também destacou que, mesmo com a redução de pessoal, o serviço segue com alto nível de aprovação dos usuários.
De acordo com pesquisa de satisfação de 2025, 76,3% dos passageiros avaliaram o serviço como bom ou muito bom, o que, segundo a dirigente, ocorre em meio ao aumento da pressão sobre os trabalhadores.
Condições de trabalho e negociação
A sindicalista afirmou ainda que a categoria enfrenta dificuldades relacionadas ao plano de saúde, além de impasses nas negociações sobre igualdade salarial entre funções equivalentes e participação nos resultados. Segundo ela, a paralisação pode ser evitada caso haja abertura de negociação por parte da gestão estadual e da direção do Metrô.
O Metrô de São Paulo informou que não irá se pronunciar neste momento e que aguarda o resultado da assembleia. No início do ano, durante a campanha salarial, os trabalhadores já haviam aprovado estado de greve e indicado a possibilidade de paralisação, que acabou não sendo concretizada.


