Juiz tributário é resgatado de cativeiro em São Paulo e cinco suspeitos são presos
Samuel havia sido sequestrado na noite de domingo (18), quando estava na Avenida Rebouças
247 - A Polícia Civil de São Paulo libertou, na manhã desta terça-feira (20), um juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), órgão vinculado à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), que havia sido sequestrado na capital paulista. Cinco suspeitos foram presos durante a operação de resgate, realizada por equipes especializadas da corporação.
As informações foram divulgadas inicialmente pelo g1, que acompanha o caso desde as primeiras horas da investigação. O magistrado resgatado é o juiz e auditor fiscal Samuel de Oliveira Magro, integrante do TIT, colegiado responsável pelo julgamento de processos administrativos tributários no estado de São Paulo e formado por representantes da Fazenda e dos contribuintes.
Samuel havia sido sequestrado na noite de domingo (18), quando estava na Avenida Rebouças, nas proximidades da Rua Oscar Freire, uma das regiões mais valorizadas da Zona Oeste da capital. Após a abordagem, ele foi levado pelos criminosos para um cativeiro localizado na divisa entre os municípios de São Paulo e Osasco.
O alerta à polícia partiu do companheiro do juiz, identificado como Paulo. Ele procurou as autoridades após receber uma ligação de Samuel, na qual o magistrado utilizou uma palavra-chave previamente combinada entre os dois para indicar que estava sendo mantido em cativeiro.
Além disso, o companheiro relatou à polícia uma situação considerada suspeita envolvendo o prédio onde Samuel mora. Segundo ele, o síndico recebeu uma mensagem supostamente enviada pelo próprio juiz autorizando a entrada no apartamento para uma vistoria — procedimento incomum, o que levantou a suspeita de que a comunicação tenha ocorrido sob coação. No local, não foram encontrados sinais de arrombamento ou invasão.
Com base nessas informações, a Polícia Civil iniciou diligências que levaram à localização do cativeiro. A ação de resgate foi coordenada por agentes da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS), vinculada ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).
Durante a operação, cinco suspeitos foram presos em flagrante. Após o resgate, eles foram encaminhados para a sede da Delegacia Antissequestro, que funciona no prédio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo, onde permanecem à disposição da Justiça.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a motivação do crime nem se houve pedido de resgate financeiro. As investigações continuam para apurar a participação de outros possíveis envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias do sequestro.