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Fiocruz e instituições científicas lançam rede em defesa da segurança pública

Iniciativa no Rio de Janeiro articula pesquisadores para analisar dados e propor soluções para formular políticas e reduzir a violência

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) (Foto: Fiocruz)

247 - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) participa, nesta quinta-feira (26), do lançamento da Rede Universitária Segurança Pública para Todos RJ (Artigo 5º), iniciativa que reúne instituições científicas em defesa de políticas de segurança pública orientadas por evidências. As informações foram divulgadas pela Agência Fiocruz de Notícias.

A criação da rede ocorre em meio ao agravamento da violência no Rio de Janeiro, com expansão de áreas sob controle de grupos armados e dificuldades recorrentes nas políticas de segurança. O objetivo é fortalecer a produção e a divulgação de dados, além de contribuir para a formulação de políticas públicas alinhadas à Constituição.

O evento será realizado na sede do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e contará com a presença de dirigentes acadêmicos, entre eles o presidente do CBPF, Márcio Portes de Albuquerque, e o presidente da Fiocruz, Mário Moreira, além de reitores de universidades públicas.

Atuação científica na segurança pública

Segundo o presidente da Fiocruz, Mário Moreira, "a segurança pública, assim como a saúde, é um desafio complexo que exige compromisso com a vida, com os direitos e com políticas baseadas em evidências". Ele também afirmou que "temos urgência de uma abordagem orientada pela prevenção e pela proteção da vida". A rede reúne pesquisadores de diversas áreas com a proposta de sistematizar informações sobre a violência, produzir análises e colaborar na construção de políticas mais eficazes.

Também participam representantes de instituições como o Instituto Nacional de Tecnologia, o Museu de Astronomia e Ciências Afins, o Centro de Tecnologia Mineral, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, o Laboratório Nacional de Computação Científica, o Observatório Nacional e o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas.

Programação e participação acadêmica

A programação será dividida em duas etapas. Na primeira, pesquisadores apresentarão análises sobre diferentes aspectos da violência e da segurança pública. Em seguida, dirigentes e reitores abordarão o papel das instituições científicas na construção de políticas voltadas à redução da violência.

Entre os participantes estão especialistas da Universidade Federal Fluminense, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, além de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

A iniciativa conta ainda com apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e da Associação de Docentes da UFRJ.

A professora Ligia Bahia afirmou que "a fórmula matar e deixar morrer fracassou sucessivamente, mas segue orientando as políticas públicas" e acrescentou: "a pesquisa tem o que dizer, há alternativas não letais de combate ao crime".

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