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Bolsonaro definirá nome do PL para o Senado no Rio. Sóstenes Cavalcante é o mais cotado

Ex-mandatário decidirá entre Carlos Portinho, Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy após Cláudio Castro deixar disputa ao Senado

Sóstenes Cavalcante (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
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247 - Jair Bolsonaro (PL) definirá o novo nome do PL para disputar o Senado pelo Rio de Janeiro após Cláudio Castro deixar a corrida eleitoral, em meio a duas operações da PF (Polícia Federal) em menos de 15 dias e a uma investigação sobre aportes bilionários do Rioprevidência, fundo que administra benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado, em investimentos ligados ao Banco Master. As informações foram publicadas nesta quinta-feira (28) pelo Portal G1.

O ex-mandatário deve se reunir entre esta quinta-feira (28) e sexta-feira (29) com o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, para definir quem assumirá a candidatura do PL ao Senado. O partido levará ao ex-presidente uma lista tríplice com Carlos Portinho, Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy.

A desistência de Cláudio Castro abriu uma disputa interna no PL pelo espaço na chapa ao Senado. A legenda avalia três nomes para substituir o ex-governador: Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, Carlos Portinho, senador, e Carlos Jordy, deputado federal.

A expectativa no partido é que Jair Bolsonaro bata o martelo após a conversa com Flávio Bolsonaro. A definição deve reorganizar a estratégia eleitoral do PL no Rio de Janeiro depois do recuo de Castro.

Castro deixa disputa após ações da PF

Cláudio Castro anunciou nesta quinta-feira que desistiu da pré-candidatura ao Senado. O ex-governador do Rio afirmou que tomou a decisão para se dedicar integralmente à sua defesa e à família. A saída ocorre em um momento de forte pressão jurídica e política. Nos últimos 15 dias, Castro virou alvo de duas operações da PF, fato que ampliou o desgaste em torno de sua pré-candidatura.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-governador afirmou que enfrentou dias difíceis e classificou a decisão como a mais dura de sua trajetória pessoal. "Minha família está passando por momentos que jamais imaginei que ia passar. Dias de dor, de exposição, de mentiras, de narrativas - muito pior que a mentira é a meia-verdade. O que transforma atos corretos em tentativas de criminalizar o que era correto".

Pressão interna já vinha desde a primeira operação

Desde a primeira operação de busca e apreensão da PF, em 15 de maio, pessoas próximas passaram a aconselhar Castro a abandonar qualquer pretensão eleitoral e concentrar esforços em sua defesa.

Naquela ação, a PF investigava supostos favorecimentos à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. O grupo aparece como um dos maiores devedores de impostos do país.

A situação se agravou na terça-feira (26), quando o ex-governador voltou a virar alvo da Polícia Federal. Desta vez, a investigação apura aportes bilionários do Rioprevidência em investimentos ligados ao Banco Master.

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