Alvo de investigações da PF, Cláudio Castro abandona candidatura ao Senado em 2026
Ex-governador enfrentava processo no TSE e pressão crescente dentro do Partido Liberal em função das investigações e operações da PF das quais foi alvo
247 - O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), desistiu de disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026. A decisão, segundo a coluna da jornalista Ana Flor, do G1, foi comunicada ao presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto.
Castro era apontado como um dos principais nomes do PL para a disputa no Rio de Janeiro e integrava a estratégia eleitoral da legenda para conquistar uma das cadeiras fluminenses no Senado. O projeto político previa ainda a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal puxador de votos da chapa.
A pressão pata Castro desistisse da intenção de disputar o Senado ganhou força após a nova operação da Polícia Federal deflagrada na terça-feira (26), a segunda ação de busca e apreensão contra o ex-governador em menos de duas semanas. O caso ampliou a pressão interna no PL, que teme impactos negativos tanto nas articulações regionais quanto no projeto nacional da legenda.
Outro fator decisivo para o desgaste foi a retirada do sigilo judicial da investigação envolvendo investimentos bilionários do RioPrevidência no Banco Master. Segundo relatórios da PF citados na investigação, a relação pessoal entre Cláudio Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria sido determinante para a realização das aplicações consideradas irregulares pelo Ministério Público.
Pressão interna cresceu no PL
Apesar do lançamento da pré-candidatura em fevereiro deste ano, a permanência de Cláudio Castro na corrida eleitoral vinha sendo questionada dentro do próprio partido.
Dirigentes do PL avaliavam que o desgaste político provocado pelas investigações e pelas operações da Polícia Federal enfraquecia a viabilidade eleitoral do ex-governador. Nos bastidores, aumentou a pressão para que ele desistisse oficialmente da disputa.
Processo no TSE ameaçava candidatura
A situação jurídica de Cláudio Castro também pesou na decisão. O ex-governador respondia a processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
A possibilidade de inelegibilidade colocava em risco a manutenção da candidatura ao Senado. Mesmo após a condenação, Castro ainda manteve por algum tempo a intenção de permanecer na disputa.



