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Raul Jungmann será enterrado em cerimônia reservada no Campo da Esperança

Ex-ministro morreu aos 73 anos em Brasília após enfrentar câncer no pâncreas, e despedida atenderá a um pedido pessoal por discrição

Raul Jungmann (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

247 - O ex-ministro Raul Jungmann morreu aos 73 anos, em Brasília, após enfrentar um câncer no pâncreas. Internado no Hospital DF Star, na capital federal, ele não resistiu às complicações da doença. O velório está marcado para esta segunda-feira (19), a partir das 15h30, no cemitério Campo da Esperança, e será seguido do sepultamento, ambos em caráter reservado, restritos a familiares e amigos próximos.

O falecimento foi comunicado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade presidida por Jungmann desde 2022, por meio de uma nota pública.

No comunicado, o instituto destacou o desejo do próprio dirigente quanto à forma da despedida. “Com imenso pesar, o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) comunica o falecimento de Raul Belens Jungmann Pinto, diretor-presidente da instituição, ocorrido em 18 de janeiro de 2026, em Brasília. Em atenção a um desejo de Raul Jungmann, o velório ocorrerá em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos”, afirma o texto.

Veterano da política nacional, Raul Jungmann construiu uma trajetória marcada pela ocupação de cargos estratégicos no Executivo e no Legislativo. Pernambucano, foi deputado federal por três mandatos e integrou o governo de Michel Temer (MDB) como ministro da Defesa e, posteriormente, da Segurança Pública. Durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, comandou os ministérios do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias.

A morte do ex-ministro gerou manifestações de pesar no meio político e institucional. Entre elas, a do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que ressaltou a atuação de Jungmann na vida pública. “Raul Jungmann, um grande democrata, foi exemplo de homem público, que exerceu diversos cargos sempre com competência, lealdade e eficiência, como presenciei durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, quando trabalhamos juntos na coordenação da inteligência e segurança do evento”, escreveu o magistrado em publicação nas redes sociais.

A despedida reservada em Brasília encerra a trajetória de um personagem que teve participação central em diferentes momentos da política brasileira contemporânea, tanto na formulação de políticas públicas quanto na condução de áreas sensíveis do Estado.

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