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Mudanças na CPI do Crime Organizado ampliam base governista e pressionam relatório

Colegiado passou por mudanças de última hora

Senadores Fabiano Contarato, Alessandro Vieira e Flávio Bolsonaro na reunião de instalação da CPI do Crime Organizado no Senado - 04/11/2025 (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

247 – A CPI do Crime Organizado passou por mudanças de última hora em sua composição nesta terça-feira (14), antes da leitura do relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o que garantiu ao menos dois votos adicionais à base de apoio do governo.

Mais cedo, Vieira afirmou que ainda não dispõe de uma estimativa sobre o número de votos favoráveis ao texto. Enquanto isso, senadores do PT não asseguraram apoio ao relatório final. A bancada se reuniu para definir uma posição, mas não anunciou um entendimento unificado.

Passaram a integrar o colegiado, pelo lado governista, os senadores Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Camilo Santana (PT-CE). Também entraram na CPI Marcos Rogério (PL-RO) e Esperidião Amin (PP-SC). Por outro lado, deixaram a comissão Jorge Kajuru (PSB-GO), Sergio Moro (PL-PR), Marcos do Val (Avante-ES) e Wellington Fagundes (PL-MT).

O texto, que será votado no colegiado do Senado nesta terça-feira, propõe o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes por suposto envolvimento no caso do Banco Master. O relatório, no entanto, não inclui o dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro. 

A exclusão de Vorcaro tem gerado controvérsia entre senadores governistas na CPI, que apontam contradições no relatório.

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