Pacheco indica que não disputará STF e nem governo de Minas
Decisão ocorre após rejeição de Jorge Messias ao STF
247 - O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) sinalizou a aliados que não pretende disputar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) nem concorrer ao governo de Minas Gerais. A decisão ocorre em meio às repercussões políticas da rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF pelo Senado, considerada uma das maiores derrotas recentes do governo do presidente Lula. As informações foram divulgadas na GloboNews, e apontam que o movimento de Pacheco reflete o cenário de tensão política que se consolidou após a votação no Congresso.
Bastidores da crise no Senado
O nome de Rodrigo Pacheco esteve presente nas articulações relacionadas à indicação ao STF desde o início do processo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o ministro Alexandre de Moraes defendiam sua escolha para a Corte.Com a decisão de não avançar com essa possibilidade, Alcolumbre acabou entrando em confronto com o governo federal, o que contribuiu para a derrota da indicação de Jorge Messias no Senado.Apesar disso, o presidente Lula mantinha outros planos para o senador mineiro. Nos últimos meses, houve reaproximação entre ambos, e Pacheco chegou a aceitar a condição de pré-candidato ao governo de Minas Gerais.
Mudança de posição
O cenário, no entanto, se alterou após a crise envolvendo a votação no Senado. Segundo relatos, Pacheco já comunicou a interlocutores que não deseja mais ter seu nome cogitado para o STF e que também pretende recusar a candidatura ao governo mineiro.Na véspera da sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Pacheco participou de um encontro com o indicado, demonstrando apoio público. Durante a sessão, manteve postura discreta, cumprimentando parlamentares e acompanhando o andamento dos trabalhos.
No plenário, durante a votação, o ambiente foi marcado por tensão e manifestações intensas. Após a abertura do painel com o resultado, que evidenciou a derrota do governo, Pacheco deixou o local rapidamente.
Próximos passos
Após o episódio, o senador passou a reforçar a aliados que não pretende seguir nos dois caminhos políticos que vinham sendo discutidos. A sinalização já foi feita ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que seu nome não seja mais considerado para o STF.Em relação ao governo de Minas Gerais, Pacheco ainda avalia a melhor forma de comunicar oficialmente ao presidente Lula sua decisão de não disputar o cargo.
Papel político
Mesmo fora das disputas, o senador deve manter protagonismo político nos bastidores. Segundo interlocutores, ele pretende atuar como articulador para reduzir tensões entre o governo federal e o comando do Senado.
A intenção, conforme relatos, é trabalhar pela aproximação entre o presidente Lula e Davi Alcolumbre, em um esforço de reconstrução do diálogo institucional após o episódio que marcou o cenário político recente.


