ONU denuncia morte de 277 crianças no Líbano após ataques israelenses
Relatório aponta 277 crianças mortas e mais de 700 feridas no Líbano desde início da ofensiva israelense, agravando crise humanitária
247 - A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que pelo menos 277 crianças morreram e mais de 700 ficaram feridas no Líbano desde o início dos ataques israelenses, em 2 de março, em meio ao agravamento da crise humanitária no país. Os dados revelam o impacto direto da ofensiva sobre a população infantil, considerada uma das mais vulneráveis no cenário de conflito.
As informações foram divulgadas pela agência Prensa Latina, com base em dados apresentados pelo porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, durante coletiva de imprensa em Nova York. Segundo ele, o levantamento reflete o custo humano da escalada militar e aponta para uma deterioração contínua das condições de vida no território libanês.
De acordo com Dujarric, mais de 350 mil pessoas foram deslocadas desde o início dos bombardeios, muitas delas vivendo em condições precárias. O porta-voz destacou que uma parcela significativa dos deslocados internos enfrenta superlotação e acesso limitado a serviços básicos, o que contribui para o agravamento da crise humanitária.
A ONU também acompanha de perto a situação no sul do Líbano, onde a Força Interina das Nações Unidas (Unifil) monitora os bombardeios e as operações militares israelenses em diversas áreas. Ainda assim, a organização avalia que a resposta humanitária permanece insuficiente diante do aumento das necessidades da população afetada.
Dados oficiais indicam que, desde o início da ofensiva em março, o número total de vítimas no país chegou a 2.387 mortos e 7.602 feridos, além de mais de um milhão de pessoas deslocadas. Embora um cessar-fogo temporário de dez dias tenha entrado em vigor recentemente, autoridades libanesas denunciam violações recorrentes por parte de Israel, com novos ataques que continuam causando vítimas e destruição de residências.


