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Netanyahu ordena avanço das tropas de Israel no Líbano

Netanyahu e ministro da Defesa de Israel determinam que tropas ocupem áreas estratégicas no Líbano

Benjamin Netanyahu (Foto: REUTERS/Ronen Zvulun)

247 - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, determinaram que as Forças de Defesa de Israel (FDI) avancem e assumam o controle de novas áreas consideradas estratégicas no território do Líbano, informa a CNN.

Katz afirmou em pronunciamento em vídeo, nesta terça-feira (3), que ele e Netanyahu orientaram as forças armadas a agir para “impedir disparos e proteger as comunidades israelenses na fronteira”. O ministro acrescentou que “as FDI atuaram durante a noite e continuaram assumindo o controle da área”, ressaltando ainda que “as FDI continuam a agir com força contra alvos do Hezbollah no Líbano”.

A movimentação militar ocorre após incursões israelenses no sul do Líbano. De acordo com uma fonte das Forças Armadas libanesas ouvida pela CNN, o Exército do Líbano promoveu o reposicionamento de centenas de soldados que estavam próximos à fronteira, deslocando-os mais ao norte do país.

A mesma fonte declarou que as tropas israelenses avançaram “centenas de metros dentro do território libanês”, e não quilômetros, destacando que, até o momento, não houve confronto direto entre militares dos dois países.

A escalada acontece em meio ao aumento da tensão regional. Após os Estados Unidos e Israel iniciarem uma campanha de bombardeios contra o Irã, o conflito se espalhou pela região, incluindo a retomada de ataques israelenses em território libanês. O movimento ocorreu depois que o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, reivindicou a autoria de disparos de projéteis do Líbano em direção a Israel.

O governo libanês informou que ao menos 52 pessoas morreram e 154 ficaram feridas em bombardeios israelenses realizados na segunda-feira (2) em diferentes áreas do país. Em Israel, pelo menos 10 pessoas morreram, segundo dados divulgados pelos serviços de emergência Magen David Adom, ampliando o saldo de vítimas e aprofundando o cenário de instabilidade na fronteira entre os dois países.

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