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Militares no poder em Mianmar reivindicam vitória em eleições contestadas

O país realizou sua primeira eleição desde o golpe militar de 2021

Funcionários da Comissão Eleitoral se preparam em uma seção eleitoral dentro de uma escola, antes das eleições gerais, no município de Thingangyun, Yangon, Mianmar, em 27 de dezembro de 2025 (Foto: REUTERS/Stringer)

247 - O Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento, apoiado pelos militares de Mianmar, afirmou na segunda-feira (26) que venceu a primeira eleição do país desde que o Exército tomou o poder, em 2021.

Partidos de oposição foram proibidos, a votação não ocorreu em áreas do país afetadas pela guerra civil em curso e houve relatos generalizados de votação sob coerção, de acordo com a Chatham House. O relator especial da ONU para os direitos humanos em Mianmar, Tom Andrews, pediu à comunidade internacional que “rejeite de forma inequívoca” o resultado.

O chefe da junta militar de Mianmar rejeitou no domingo (25) as críticas estrangeiras à eleição geral realizada no país, marcado pela guerra. “Independentemente de a comunidade internacional reconhecer isso ou não, não entendemos a perspectiva deles. O voto do povo é o reconhecimento que precisamos”, afirmou o líder da junta, Min Aung Hlaing, a jornalistas no domingo, segundo vídeo exibido pela televisão estatal.

Os militares insistem que a eleição ocorreu sem coerção e contou com apoio popular.

Mais de 13,14 milhões de pessoas votaram na eleição geral de Mianmar, o que representa uma taxa de participação superior a 54%, afirmou na noite de segunda-feira Zaw Min Tun, chefe da Equipe de Informação do Conselho Nacional de Defesa e Segurança de Mianmar.

Mianmar realizou a eleição em três fases: a primeira ocorreu em 28 de dezembro do ano passado, a segunda em 11 de janeiro deste ano e a terceira em 25 de janeiro.

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