Militares no poder em Mianmar reivindicam vitória em eleições contestadas
O país realizou sua primeira eleição desde o golpe militar de 2021
247 - O Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento, apoiado pelos militares de Mianmar, afirmou na segunda-feira (26) que venceu a primeira eleição do país desde que o Exército tomou o poder, em 2021.
Partidos de oposição foram proibidos, a votação não ocorreu em áreas do país afetadas pela guerra civil em curso e houve relatos generalizados de votação sob coerção, de acordo com a Chatham House. O relator especial da ONU para os direitos humanos em Mianmar, Tom Andrews, pediu à comunidade internacional que “rejeite de forma inequívoca” o resultado.
O chefe da junta militar de Mianmar rejeitou no domingo (25) as críticas estrangeiras à eleição geral realizada no país, marcado pela guerra. “Independentemente de a comunidade internacional reconhecer isso ou não, não entendemos a perspectiva deles. O voto do povo é o reconhecimento que precisamos”, afirmou o líder da junta, Min Aung Hlaing, a jornalistas no domingo, segundo vídeo exibido pela televisão estatal.
Os militares insistem que a eleição ocorreu sem coerção e contou com apoio popular.
Mais de 13,14 milhões de pessoas votaram na eleição geral de Mianmar, o que representa uma taxa de participação superior a 54%, afirmou na noite de segunda-feira Zaw Min Tun, chefe da Equipe de Informação do Conselho Nacional de Defesa e Segurança de Mianmar.
Mianmar realizou a eleição em três fases: a primeira ocorreu em 28 de dezembro do ano passado, a segunda em 11 de janeiro deste ano e a terceira em 25 de janeiro.
