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Ex-modelo brasileira acusa Trump e ameaça expor escândalo Epstein

“Eu vou derrubar o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida”, garante Amanda Ungaro

Amanda Ungaro (Foto: Redes sociais)

247 - A ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, de 41 anos, afirmou que pretende revelar informações que, segundo ela, comprometeriam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, no contexto do escândalo envolvendo o financista Jeffrey Epstein. Em publicações nas redes sociais, ela declarou que possui provas e prometeu levar o caso adiante judicialmente, afirmando que vai “derrubar todo o sistema”.

As declarações foram feitas em uma série de postagens na plataforma X e em entrevistas, na qual Amanda também detalha sua convivência com o círculo social ligado a Trump e Epstein ao longo de duas décadas.

Nas mensagens, a brasileira fez acusações diretas ao presidente e à primeira-dama. “Eu vou derrubar o seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Eu vou até o fim — não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e de quem é o seu marido (...) Eu não tenho mais nada a perder na minha vida. Eu vou derrubar todo o sistema — tome cuidado comigo, sua idiota”, escreveu.

Amanda afirmou ainda que pretende tomar medidas legais contra Melania e Trump, a quem chamou de “pedófilo”. Segundo ela, manteve proximidade com o casal por cerca de 20 anos. “Você sabia que eu estava detida no ICE. Você esteve presente na minha vida — todos os anos no aniversário do meu filho, inclusive enviando o Serviço Secreto e sendo a primeira a parabenizá-lo, lá em 2016. Algo claramente estava errado, mas eu não faço parte de nenhuma missão maligna envolvendo crianças. Então o que você fez, Melania? Você tentou me envolver, mas falhou — porque eu tenho caráter”, declarou.

As publicações foram feitas em resposta a um vídeo divulgado por Melania Trump, no qual a primeira-dama negava qualquer ligação com Epstein. Posteriormente, as postagens de Amanda foram apagadas e a conta de Melania foi arquivada.

A ex-modelo também relaciona sua deportação dos Estados Unidos, ocorrida em 2025 após mais de duas décadas no país, à influência do empresário italiano Paolo Zampolli, seu ex-companheiro e aliado político de Trump. De acordo com reportagem do New York Times citada pela própria Amanda, Zampolli teria solicitado a autoridades de imigração que ela fosse levada a um centro de detenção antes de ser libertada sob fiança, em meio à disputa judicial pela guarda do filho do casal.

Em entrevista, Amanda descreveu o momento da detenção: “Policiais entraram na nossa casa às seis da manhã, me jogaram de pijama no corredor, com o rosto voltado para a parede, e pegaram nossos passaportes. Algemaram a mim e ao meu atual marido na frente do Giovanni”.

Ela também afirmou ter sido convidada a depor perante o Comitê de Supervisão do Congresso dos Estados Unidos, que investiga o caso Epstein, embora ainda não tenha sido formalmente intimada.

Relatos sobre Epstein e bastidores

Amanda relata que teve contato com Jeffrey Epstein em 2002, quando, aos 17 anos, embarcou em um dos aviões do financista. “Tinha mais ou menos umas 30 meninas no avião. Achei aquilo muito estranho. Elas eram mais parecidas com estudantes do que com modelos. Bonitas e bem novinhas, mas não tinham perfil de modelo”, disse.

Segundo ela, a viagem ocorreu a partir de Paris com destino a Nova York, acompanhada de seu agente na época, o francês Jean-Luc Brunel, identificado como recrutador ligado a Epstein. Documentos do Departamento de Justiça dos EUA indicam que o nome de Amanda consta na lista de passageiros de um voo do chamado “Lolita Express”.

Meses depois, a brasileira iniciou um relacionamento com Zampolli, com quem viveu por 19 anos. Ela acusa o ex-companheiro de abuso sexual e violência doméstica. “Eu falei: ‘Isso se chama estupro. Eu fui abusada’. Ele reagiu com uma risada”, relatou.

Durante o relacionamento, Amanda afirma ter frequentado eventos com figuras influentes, incluindo festas organizadas pelo rapper Sean “Diddy” Combs e encontros em iates com celebridades e membros da realeza europeia.

Conexões com Trump

Paolo Zampolli, ex-marido de Amanda, é apontado como aliado próximo de Donald Trump e atualmente ocupa o cargo de enviado especial para parcerias globais. O empresário também teve ligação com o setor de modelos em Nova York e participou de iniciativas envolvendo agências frequentadas por Epstein.

O círculo social descrito por Amanda inclui a presença frequente de figuras públicas associadas ao caso Epstein, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.

As acusações feitas pela ex-modelo não foram acompanhadas, até o momento, de comprovação pública apresentada às autoridades, mas ela afirma que pretende levar o caso às instâncias judiciais nos Estados Unidos.

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