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Sucuri gigante é flagrada capturando cachorro no quintal de casa em MS e vídeo viraliza

A sucuri vive há anos no local e já faz parte da rotina da propriedade

Sucuri (Foto: Reprodução (G1))

247 - Um vídeo impressionante que mostra uma sucuri capturando um cachorro em uma fazenda de Mato Grosso do Sul voltou a repercutir nas redes sociais e levantou discussões sobre a convivência entre humanos e animais silvestres. As informações são do g1.

O registro foi feito em agosto de 2025 na Fazenda Araponga, localizada em Fátima do Sul, mas ganhou maior visibilidade recentemente após ser compartilhado nas redes sociais. Nas imagens, é possível ver a serpente de grande porte arrastando o animal doméstico, já sem vida, em direção a uma lagoa nos fundos da propriedade.

O vídeo foi gravado por José Gonçalves Luna e posteriormente divulgado por sua irmã, a psicóloga Maria Luna. Segundo ela, a sucuri vive há anos no local e já faz parte da rotina da propriedade.

"O registro é raro porque meu irmão não tem câmeras no local. Nesse dia, meus sobrinhos estavam lá e conseguiram filmar o momento em que a sucuri pegou um dos cachorros", relatou.

De acordo com Maria, o animal costuma sair com frequência da água para se aquecer ao sol, o que aumenta o risco para outros animais que circulam nas proximidades da lagoa.

"Ela costuma sair todos os dias para tomar sol. Por isso, existe risco para animais que chegam perto da água", alertou.

A psicóloga afirmou ainda que decidiu divulgar o vídeo como forma de chamar atenção para a realidade da natureza, muitas vezes distante do que é retratado nas redes sociais.

"A gente se acostumou a ver uma vida editada e controlada nas redes sociais, mas a natureza não funciona assim. Às vezes, a realidade pode surpreender e até chocar", disse.

A equipe do g1 informou que submeteu o vídeo a ferramentas de verificação digital e não encontrou indícios de manipulação ou uso de inteligência artificial, confirmando a veracidade do registro.

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que, apesar do impacto das imagens, as sucuris não são consideradas agressivas em relação aos seres humanos. A bióloga Juliana Terra explica que esses animais tendem a evitar o contato com pessoas e só atacam em situações específicas.

"Existe muito sensacionalismo e informações errôneas sobre as sucuris. Ainda precisamos avançar em educação ambiental para desmistificar a espécie", afirmou.

Ela também ressaltou que a principal ameaça à sobrevivência desses animais ainda é a ação humana.

"A morte provocada por humanos continua sendo um dos principais fatores que colocam as sucuris em risco", pontuou.

As sucuris são serpentes semiaquáticas e passam a maior parte do tempo em ambientes próximos à água, como rios, lagos e lagoas. Quando se sentem ameaçadas, geralmente optam por fugir, utilizando a água como rota de escape.

Embora sejam conhecidas pelo grande porte, relatos de exemplares com mais de 10 metros costumam ser exagerados. O maior registro comprovado aponta uma sucuri com 8,80 metros de comprimento, atualmente exposta no Museu de Londres.

Casos como o registrado em Fátima do Sul reforçam a necessidade de atenção redobrada em áreas rurais e próximas a habitats naturais, especialmente para evitar a aproximação de animais domésticos em regiões onde há presença de grandes predadores.

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