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Conheça Lucas Pinheiro Braathen, que garantiu ouro histórico ao Brasil no esqui alpino

Nascido em Oslo e filho de mãe brasileira, atleta de 25 anos venceu o slalom gigante em Milão-Cortina e conquistou a primeira medalha de ouro do país

Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 - Milão, Itália - 7 de fevereiro de 2026. O esquiador alpino brasileiro Lucas Pinheiro Braathen durante uma coletiva de imprensa na Casa Brasil, em Milão. (Foto: REUTERS/Leonardo Benassatto)

247 - Lucas Pinheiro Braathen entrou para a história do esporte nacional ao conquistar, neste sábado (14), a medalha de ouro do Brasil no slalom gigante nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina. O esquiador de 25 anos fez o melhor tempo somado das duas baterias da prova e assegurou um feito inédito: o primeiro ouro olímpico brasileiro em Jogos de Inverno.

A conquista foi destacada em reportagem publicada pelo Metrópoles, que detalhou a trajetória do atleta e sua ligação com o Brasil. Lucas nasceu em Oslo, na Noruega, é filho de pai norueguês e mãe brasileira, possui dupla cidadania e mantém desde criança contato frequente com a cultura brasileira, principalmente por meio das visitas à família materna durante as férias.

Apesar de ser uma novidade para muitos brasileiros, Braathen já era um nome consolidado no esqui alpino internacional antes mesmo de competir oficialmente sob a bandeira verde e amarela. Em 2023, representando a Noruega, ele foi campeão da Copa do Mundo de slalom, uma das provas mais tradicionais e técnicas da modalidade.

Pouco depois do título, o atleta surpreendeu o circuito ao anunciar a aposentadoria ainda jovem, aos 23 anos, após desentendimentos com a federação norueguesa. A decisão, segundo o histórico relatado, também esteve relacionada a questões pessoais e à busca por felicidade fora das pistas.

O retorno veio em 2024, quando Braathen voltou ao esporte defendendo o Brasil e passou a disputar as principais competições internacionais como representante brasileiro. Desde então, acumulou resultados expressivos, incluindo medalhas em etapas da Copa do Mundo tanto no slalom quanto no slalom gigante.

Em meio à preparação para os Jogos de Milão-Cortina, Lucas chegou a falar diretamente ao público sobre o significado de competir pelo Brasil. Em mensagem gravada enquanto treinava na Europa, declarou:

“Estou na Áustria me preparando para os Jogos Olímpicos e eu só queria compartilhar que eu mal posso esperar para representar nossas cores nos Jogos Olímpicos e carregar a nossa bandeira na cerimônia de abertura em Milão”.

Na sequência, reforçou o orgulho e a ambição de representar o país. “É uma honra imensa e eu sou muito grato por essa oportunidade. O Brasil não está aqui para participar, o Brasil está aqui para fazer a diferença. Estamos juntos, vamos Brasil”.

A promessa se concretizou neste sábado (14), quando ele dominou o slalom gigante e colocou o Brasil no topo do pódio em uma modalidade tradicionalmente dominada por europeus. A vitória consolidou o atleta como um dos principais nomes do esporte brasileiro em Jogos Olímpicos.

Além do ouro em Milão-Cortina, Braathen vinha se destacando na temporada com resultados de alto nível. Entre os principais está a medalha de prata no slalom gigante em Schladming, na Áustria, conquistada entre janeiro e fevereiro de 2026.

No circuito atual, o esquiador também aparece em posição de destaque, figurando como vice-líder do ranking mundial de slalom e slalom gigante, confirmando que sua presença entre os melhores do mundo não é episódica, mas fruto de desempenho consistente.

Antes de competir por o Brasil, Lucas participou dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022 representando a Noruega. Já em Milão-Cortina, ele voltou ao evento olímpico defendendo oficialmente a bandeira brasileira, competindo nas mesmas provas em que construiu sua reputação: slalom e slalom gigante.

Com a vitória deste sábado (14), Lucas Pinheiro Braathen não apenas garantiu uma medalha inédita para o Brasil, mas também reposicionou o país no cenário mundial dos esportes de inverno, mostrando que o verde e amarelo pode alcançar protagonismo até mesmo em modalidades tradicionalmente distantes da cultura esportiva nacional.

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